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quinta-feira

O Sonho da Eternidade em Luís Athouguia




Na obra de Luís Athouguia cruzam-se formas – quase disformes – e cores, marcando fronteiras entre os espaços que vão compondo os cenários fictícios que ele vai imaginando.

Normalmente os seus quadros estão vazios. Não mostram caminhos, nem facultam direcções que nos permitam seguir viagem através dos terrenos bem cartografados onde nos parece que é seguro caminhar. Deixam escapar uns laivos de orientação, à laia de engodo para nos prender a atenção e nos fazer olhar ou… ver.

As suas obras, serpenteando de forma imprecisa através dos trilhos que cruzam e recruzam o Mundo não podem ser descodificadas. Mantêm-se presas àqueles laivos mais pressentidos do que sentidos que formam o cenário dos sonhos. Ali, numa matéria de tal maneira ancestral que deixa transparecer os aromas sublimes dos tempos em que nasceram os nossos primeiros avós, perdemo-nos sempre, deleitando-nos com o prazer sem igual de percebermos que só dessa maneira podemos reencontrar o rumo certo.

É difícil, senão impossível, descrever com exactidão a pintura de Luís Athouguia. Em primeiro lugar porque ele subverte por completo a lógica, o raciocínio e o pensamento da gens humana. Depois, porque ao distorcer a sua origem, nos impele em navegações que ultrapassam largamente as fronteiras do real, obrigando-nos a entrar em campos nos quais a matéria já não importa e onde os aromas, as cores e as formas mais não são do que ilusões efémeras que deixam para trás a realidade mais palpável.

A maior parte dos artistas são génios. São-no porque interiorizam a capacidade quase esquizofrénica que traduzir na tela ou no papel a nossa própria perspectiva acerca do Mundo real. Fazem-no com mestria e, quando de grandes mestres tratamos, sentimos que consagram numa só obra toda a multiplicidade de universos que carregam consigo todos os que os com eles se vão deslumbrando.

Com Luís Athouguia é tudo ainda mais transcendente, superando de forma exponencial o substrato místico que na arte prevalece. A sua obra, transbordando sensibilidade onírica, aprofunda de forma inquietante os princípios mais singelos que dão forma à existência e ao quotidiano. Ao contrário dos outros, que oferecem uma eternidade fictícia que tolda a noção que temos da inultrapassável efemeridade da vida Humana, Athouguia sublinha esse carácter visceral do dia-a-dia e consagra nas suas obras o cunho imediatista, finito e frágil que nos envolve a todos por igual.

Não existem meias-palavras na obra de Luís Athouguia. Nem palavras sequer. As linhas e as cores, transfiguradas em painéis que não esbatem o universo maravilhoso em que estamos mas que aguçam os pensamentos perdidos no meio dos nossos sonhos, são pontes efectivas que nos transportam até à verdadeira eternidade. Não aquela eternidade ilusória em que o fim não existe e em que os tempos se vão esticando até mais não… ele vai ao princípio, à matéria primordial, e é ali, naquele cadinho da alma, que encontra a verdade suprema e a totalidade do que não pode ser concebido…

É preciso coragem para literalmente podermos mergulhar na obra dele. É fundamental que o façamos num estado de liberdade absoluto que geralmente só encontramos quando conciliamos o sono com o sonho e nos libertamos das amarras do real. Só assim podemos conceber e sentir os universos alternativos que os seus quadros nos trazem. É com essa forma subliminar, livres e atrozmente perdidos, que podemos conceber os caminhos novos que a sua obra nos propõe.

Só dessa maneira, assumindo o carácter transitório do presente em que respiramos, o fechar dos ciclos passados em que suspirámos e antevendo alquimicamente as formas novas a que o futuro nos irá conduzir, podemos inverter as premissas do tempo e tornar-nos irresistivelmente imortais.

É isso que nos oferece Luís Athouguia. A eternidade de onde viemos, onde estamos e onde ficaremos sempre.

Mesmo que sejamos incapazes de o perceber!

sexta-feira

Apresentação do Romance "Mãe Preta" de Celeste Cortez na ALA - Academia de letras e Artes



Decorreu ontem, na sede da ALA, no Monte Estoril, a cerimónia pública de lançamento do livro “Mãe Preta”, o segundo romance da autoria da escritora e académica Celeste Cortez.

A apresentação, feita pelo Comendador Joaquim Baraona, Vice-Presidente da ALA, sublinhou o vínculo forte que a obra apresenta relativamente à presença Portuguesa em África, bem como o apelo permanente ao Amor no seu sentido mais puro e fugaz que, sendo de primeira importância para o sustento da humanidade, tanto vai faltando nos dias que correm. Para além destes e doutros aspectos importantes para a compreensão da obra, Joaquim Baraona descreveu ainda a importância deste “Mãe Preta” para a interpretação de alguns dos mais significativos episódios da História de Portugal, com especial relevo para aqueles que acompanharam o relacionamento entre o País e as suas antigas Províncias Ultramarinas.

Antes do encerramento da sessão o dizedor de poesia Jorge Viegas declamou ainda um poema da autoria de Celeste Cortez que antecedeu a apresentação de um filme sobre África contextualizando a obra agora apresentada.





segunda-feira

Academia de Letras e Artes Comemora Portugal em Ourique


No próximo dia 6 de Outubro, com o intuito de promover a Portugalidade e de contribuir para a consolidação da nossa Identidade Nacional, vai a ALA – Academia de Letras e Artes desenvolver um conjunto de iniciativas culturais no município Alentejano de Ourique.

Esta data, que simultaneamente comemora o 868º aniversário de Portugal, assenta na assinatura do Tratado de Zamora em 1143, e será marcada pela inauguração da exposição “Intempérie dos Sonhos” do pintor Luís Athouguia e pela apresentação pública do livro “Os Guerreiros da Comarca de Ourique” da autoria de Luís Soveral Varella.

Na primeira, o pintor Luís Athouguia propõe-nos a partilha da sua mundividência e da sua concepção estética do cosmos, apresentada e fragmentada em cada obra, trazendo a campo essa inaudita possibilidade de gerar um sistema simbólico próprio, e promovendo junto do observador a capacidade de desenvolver por si próprio uma teia de conexões entre os diversos elementos simbólicos pertencentes a um mesmo alfabeto pictórico (sistema) relativamente decifrável. Por toda a sua obra perpassa, em inconfundíveis matizes, um desejo expresso, ou sonho incontido, de liberdade e harmonia, que tem eco em todos nós. No livro, que apresenta uma das mais completas abordagens historiográficas ao devir das comunidades Alentejanas, o autor reitera a necessidade de compreender a forma como se organizaram o espaço e as gentes nas regiões rurais do interior de Portugal, assumindo que esse é o único caminho que torna possível a compreensão contextualizada da dimensão abrangente da História de Portugal.

A decorrer às 18h00 na Biblioteca Jorge Sampaio, na Vila de Ourique, os dois actos consolidam a aposta da ALA na descentralização cultural Portuguesa, dando a conhecer as paisagens, os recantos, os aromas, as estórias e as memórias mais impactantes deste nosso extraordinário Portugal.

"Breve Tratado dos Dias" de Carlos Antero Ferreira




Foi publicamente apresentado o novo livro de poesia “Breve Tratado dos Dias” da autoria do poeta Carlos Antero Ferreira. A cerimónia, presidida por António de Sousa Lara, contou com a apresentação do jornalista Nicolau Santos e a declamação de alguns poemas pelas vozes de Celeste Cortez e Jorge Viegas.

A obra, recriada em torno dos paradigmas mais profundos de um espírito grande e empreendedor como só Antero Ferreira consegue ter, surpreende a cada vírgula e a cada verso, num exercício de sublimidade que só a maturidade moderna do poeta explica.

Antero Ferreira, homens das letras e das artes com um currículo profissional verdadeiramente extraordinário, mantém neste livro uma dinâmica intervencionista que parece não ser a de um homem que carrega consigo uma vida inteira de projectos concretizados e de conquistas que Portugal tarda em reconhecer. Mas, por outro lado, deixa antever uma enorme capacidade com muito para explorar ainda, no campo das mais modernas e actuais linhas de pensamento, mostrando que a idade, conjugada com a sabedoria de sempre, conduziu o poeta através de portas ainda vedadas à maior parte dos seres viventes.

Foi com a capacidade de ser rir de si próprio, numa postura erudita e simultaneamente bem-disposta, que Carlos Antero Ferreira brindou a assistência que esteve no Estoril para este lançamento. E ninguém saiu defraudado da mesma. Surpresa, erudição e genialidade, cruzaram-se nestas páginas e àquela mesa onde a beleza e a vida assumem o caminho felizmente longo que o autor ainda vai percorrer.




Prémio Internacional de Excelência Académica para a ALA - Academia de Letras e Artes





O Governo de Espanha, por intermédio do Ministério del Interior, galardoou a ALA – Academia de Letras e Artes com sede no Monte Estoril, Cascais, com o Prémio Internacional de Excelência Académica.

O galardão, que pretende distinguir “as pessoas e/ou instituições que contribuam para a criação e consolidação de padrões de desenvolvimento cultural e da identidade dos povos”, foi atribuído ao longo dos últimos anos “en campos das artes, ciências, letras, humanidades, ciências experimentales” às maiores e mais conceituadas universidades, institutos e academias do Mundo.

Para António de Sousa Lara, Presidente da ALA – Academia de Letras e Artes, este prémio representa “o reconhecimento mundial do papel que a nossa academia tem vindo a desempenhar na promoção da cultura Portuguesa e da Identidade Nacional”. Segundo o Presidente da Academia, “a atribuição desta galardão à ALA é também um tributo ao carácter ecuménico, abrangente, aberto e humanista que sempre tem caracterizado a intervenção de Portugal no Mundo e, desta forma, o assumir de que o nosso País, contrariamente ao que por vezes se ouve dizer, possui uma importância fulcral na definição dos paradigmas culturais que hão-de dar forma à nova Europa”.

A ALA – Academia de Letras e Artes, é uma instituição de carácter particular e sem fins lucrativos com sede no Monte Estoril (Concelho de Cascais), que tem como objectivos estatutários o estudo, desenvolvimento e promoção da cultura Portuguesa.


sexta-feira

Serão de Poesia da Academia de Letras e Artes





Decorreu ontem, na sede da ALA – Academia de Letras e Artes, no Monte Estoril, o primeiro “Serão de Poesia” com a marca de Cascais, organizado e coordenado pela académica e escritora Celeste Cortez e apresentado pelo académico António Pinto Ferreira.

Neste importante evento cultural, que reuniu em Cascais várias dezenas de participantes numa noite de tertúlia pejada de emoção, foram apresentados poemas de Fernando Pessoa, Fernando Tavares Rodrigues, José Régio, Jorge de Sena, Camilo Pessanha, Fernanda de Castro, Rui de Noronha, Jorge Rebelo, Manuel Alegre, Alda Lara e Noémia de Sousa.

Os declamadores e dizedores de poesia, que encantaram os muitos participantes com as brilhantes e sentidas apresentações de alguns dos mais emblemáticos poetas de língua Portuguesa foram Celeste Cortez, Joaquim Evónio, Julião Bernardes, Jorge Viegas, Elsa de Noronha, Delmar Maia Gonçalves e Vera Novo Fornelos.








Luís Athouguia Representa Portugal em Albacete





O pintor Luís Athouguia, membro da Direcção da ALA – Academia de Letras e Artes, vai representar Portugal na conceituada exposição “A Que Chamamos Paz”, que se realizará no Museu de Albacete em Espanha.

Esta importante mostra, organizada pelo Grupo Internacional de Artistas Colectivo Cillero, pretende inter-relacionar diversas disciplinas artísticas representadas por criadores de nacionalidades distintas à volta do conceito da arte e no âmbito da Paz. Representa plasticamente um conceito pelo qual se concretiza uma realidade comum, próxima de todos e cada um dos artistas, com a convicção de que as suas acções criadoras proporcionam uma reflexão sobre o tema que se manifesta nas suas obras.

O Colectivo Cillero, conta com 12 anos de actividade artística. É formado actualmente por artistas de Espanha, Holanda, Itália, Alemanha, Portugal, Croácia e França. Os seus membros, além de cidadãos residentes na Europa, identificam-se plenamente com o que este continente representou e representa no terreno da cultura e da arte para todo o mundo. Realizaram recentemente exposições em Madrid, Toledo e Hellin, Espanha, em Baignes, França, na Covilhã e Sintra, em Portugal, em Bad Neustadt, Alemanha, e manifestam-se agora em Albacete e terminarão o ano com uma exposição na prestigiada Fundação FRAX em Alicante.

Assumindo-se como uma comunidade de valores, o Colectivo Cillero apela à prática da tolerância, da participação e da solidariedade. Frente aos argumentos do poder e das armas para impor a paz, consideram que a responsabilidade do comportamento de cada cidadão como indivíduo livre e soberano capacitado para desenvolver o seu próprio critério, dentro do respeito pela sociedade, e entendem que o verdadeiro projecto de construção da paz não pode sustentar-se sem a assumpção pessoal de valores, o que não é socialmente possível sem uma cultura e uma educação cimentada na solidariedade para construir relações de utilidade e justiça entre os cidadãos.

Ao representar Portugal neste certame, Luís Athouguia transporta consigo os valores primordiais da Portugalidade, reforçando o papel que o nosso País pode e deve representar na recriação de uma Europa baseada naqueles que são os princípios essenciais de respeito pela diferença e de apelo à liberdade.



ALA - Academia de Letras e Artes Inaugura VII Exposição Colectiva de Pintura







António Lara, Bernardino Gonçalves Moreira, Cristina Paiva Raposo, Dário Vidal, Fernando de Sousa Brito, Filipa Alberti, Filipa Pinto Basto, Luís Athouguia, Marcello de Moraes, Maria Raquel Henriques, Nela Vicente, Rolendis Solá Albuquerque, Teresa Capucho e Conde de Guedes são os artistas que participaram na VII Exposição Colectiva da ALA – Academia de Letras e Artes ontem inaugurada no Monte Estoril.

A mostra, assente numa abordagem eclética mas sentida aos principais valores estéticos que dão forma à Portugalidade, representa uma abordagem alternativa às linhas mestras que da cultura Portuguesa da actualidade.

Aberta ao público todos os dias das 15h00 às 18h00, a exposição estará patente até final deste mês de Abril, na Avenida da Castelhana, nº 13, no Monte Estoril.





terça-feira

A Portugalidade e o Interesse da Nação





Assumindo que o interesse da Nação não se esgota na democracia, e que o momento histórico verdadeiramente alvitrante em que vivemos exige uma postura determinada e determinante de todos os Portugueses para pôr fim ao estado de profunda e gravíssima crise em que vive o País, o Presidente da ALA – Professor António de Sousa Lara – abriu o ano académico apelando a todos os responsáveis pela academia para ultrapassarem o estado de neutralidade artificial e desinteressante a que se têm devotado os principais agentes culturais nacionais.

Enquanto Presidente da ALA, apela ao combate pela Portugalidade, sabendo de antemão que é importantíssimo pugnar pelos valores, princípios e memórias que são a essência do nosso País. Lutar contra os liquidadores da Pátria, ou seja, aqueles que pelos interesses que defendem acabam por deixar os interesses de Portugal e dos Portugueses para segundo plano é, para Sousa Lara, uma obrigação imperativa que resulta desta situação inédita em que nos encontramos. É preciso, através de acções concretas e projectos assentes nesses valores, que os agentes culturais condenem essas malfeitorias que têm vindo paulatinamente a aniquilar Portugal.

A ditadura das maiorias que vão ganhando eleições em momentos determinados da existência do País não pode, de acordo com o Presidente da ALA, sobrepor-se aos interesses reais da Nação. Esses, perenes e solidamente estruturados em muitos séculos de História, devem ser intocáveis.

O desafio da academia, juntando todos aqueles que amam Portugal, é desenterrar a Portugalidade. É redescobri-la e torná-la moderna. É, com isso, recuperar a Pátria. Sousa Lara explica que quando a Pátria é espezinhada como agora acontece, a Nação acorda, reage e revolta-se. Como nos mostra a História, e independentemente das vicissitudes conjunturais e eleitoralísticas, depois destes períodos de sofrimento e dor, a Nação renasce das cinzas…

Porque é fundamental garantir um futuro para Portugal.

Vídeo com a versão integral do discurso do Professor Doutor António de Sousa Lara em: http://youtu.be/RfCAAG_NpUc

Nesta cerimónia de abertura solene do ano académico de 2011/2012, tomaram posse como novos académicos da ALA – Academia de Letras e Artes: Aida de Sousa Dias, Bernardino Gonçalves Moreira, Matilde de Sousa Franco, Rodrigo Faria de Castro, Fernando de Sá Monteiro, Hermínio da Cunha Marques, Manuel Van Hoff Ribeiro e Nuno Borrego.





domingo

Novos Académicos da ALA - Academia de Letras e Artes Tomam Posse





Foi com a casa cheia e uma plateia repleta de gente ligada às artes e às letras que a ALA empossou os seus novos académicos. Numa cerimónia onde o simbolismo assume especial relevância, fomentando a Identidade Nacional e promovendo os valores tradicionais da Portugalidade, tomaram posse, na classe de Artes, Aida de Sousa Dias, Bernardino Gonçalves Moreira, Rodrigo Faria de Castro; e na classe de Letras, Matilde de Sousa Franco, Fernando Manuel Moreira de Sá Monteiro, Hermínio da Cunha Marques, Manuel Van Hoof Ribeiro, Nuno Borrego, e João Carlos Ferreira do Couto Sevivas. Na oração de sapiência proferida pelo Presidente da ALA – António de Sousa Lara – foi o Estado da Nação, com a crise a todos os níveis que vivemos, que marcou a sessão. Apelando aos valores, princípios e à História de Portugal, Sousa Lara não hesitou ao pedir que os Portugueses tomem em mãos os destinos de Portugal.







quinta-feira

Subversão e Guerra Fria uma Análise Prospectiva por António de Sousa Lara





"Subversão e Guerra Fria" é o título do mais recente livro de António de Sousa Lara, Professor catedrático do ISCSP e Presidente da Academia de Letras e Artes. Tratando de estabelecer uma actualização da teoria dos modelos de subversão contemporâneos e de analisar a história política da "Guerra Fria" (1945-1991), o livro identifica os principais fenómenos subversivos nela contidos.


quarta-feira

Os Ferreiras do Vale de Alcântara




O Presidente da ALA - Academia de Letras e Artes, Professor Doutor António de Sousa Lara, em parceria com Vasco Quintanilha Fernandes, publicou mais um importante trabalho de investigação genealógica que desvenda o devir da família Ferreira e, através dela, o dealbar da revolução industrial na região de Lisboa. Intitulado "Os Ferreiras do Vale de Alcântara e as Suas Alianças", o livro ajuda a perceber a importância do Vale do Tejo como cenário de afirmação de uma burguesia empreendedora e moderna que, dando forma à criação de laços de sangue com as famílias tradicionais do Portugal de então, deu origem à estrutura social que marcou a história recente do nosso País.

Academia de Letras e Artes Discutiu o Futuro do Turismo do Estoril




Numa iniciativa da ALA - Academia de Letras e Artes, decorreu ontem a segunda edição das "Tertúlias do Monte", desta vez subordinada ao tema "O Futuro do Turismo do Estoril". A iniciativa, que contou com Pedro Rocha dos Santos (Director do Centro de Congressos do Estoril) como moderador, teve como painel interventivo quatro grandes figuras do turismo na região: António Aguiar (Director Hoteleiro), Bernardo Rodo (Especialista em Marketing), Linda Pereira (Professional Congress Organizer) e Pedro Garcia (Hoteleiro e Administrador da Estoril Plage - sociedade que gere o Hotel Palácio, o Golfe do Estoril, as Termas do Estoril e a Marina de Cascais). Para além da definição das grandes linhas orientadoras do futuro da Costa do Estoril, esta sessão permitiu perceber que estão reunidas todas as condições para transformar o Estoril numa das mais prestigiadas estâncias turísticas da Europa. Existindo um conjunto de excelentes infra-estruturas, designadamente ao nível da hotelaria, da restauração e dos equipamentos, falta agora gerar um quadro político que defina estrategicamente aquilo que será o futuro da região, de forma a garantir que existe a confiança necessária para que operadores, promotores e investidores se sintam confortáveis em colaborar neste desiderato. De facto, com mais esta iniciativa da Academia de Letras e Artes, ficou bem sublinhado o enorme potencial ainda por explorar que Cascais e a Costa do Estoril terão de ser capazes de potencializar num futuro muito próximo. A bem de Cascais e dos Cascalenses...




sábado

Academia de Letras e Artes e Junta de Freguesia de Cascais Evocam a Memória de Cascais



Numa iniciativa conjunta da ALA - Academia de Letras e Artes e da Junta de Freguesia de Cascais, que contou também com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, foram homenageadas três figuras ilustres do passado Cascalenses. O fotógrafo César Guilherme Cardoso, o poeta Fernando Tavares Rodrigues e o Empresário João Cabral da Silva, foram relembrados numa cerimónia evocativa das suas memórias e do seu contributo para a consolidação da memória colectiva do Concelho. Reforçando o testemunho de memória e de gratidão relativamente a estes três vultos da História de Cascais, a ALA e a Junta de Freguesia de Cascais inauguraram topónimos em três arruamentos da Freguesia, perpectuando assim os seus nomes na memória colectiva de Cascais.


FERNANDO TAVARES RODRIGUES




Fernando Jácome de Castro Tavares Rodrigues nasceu em Lisboa em 1954.

Licenciado em Ciências Sociais e Humanas ...pela Universidade Nova de Lisboa, e diplomado em jornalismo foi sociólogo, jornalista, poeta e escritor, tendo publicado vários livros e criado letras para alguns dos mais conceituados artistas Nacionais, nomeadamente Beca do Amaral, Kátia Guerreiro, João Veiga, Maria Germana Tânger, José Campos e Sousa, etc.

Foi membro do Conselho de Gerência da RTP e adjunto para a Comunicação Social do então Primeiro-Ministro Cavaco Silva, e relações públicas da EPAL. Fernando Tavares Rodrigues foi ainda membro do Conselho de Leitura da Bertrand Editores, dirigente da Associação Portuguesa de Escritores e Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Poetas.

Foi também académico da ALA – Academia de Letras e Artes, com sede em Cascais, tendo vivido no Monte Estoril, onde fazia parte da direcção da Associação de Moradores.

Faleceu em Lisboa em Fevereiro de 2006.








CÉSAR GUILHERME CARDOSO




O olhar de César Guilherme Cardoso (1920-2005) fixou mais de 60 anos da história de Cascais em milhares de fotografias. Os monarcas exilados no concelho confiaram-lhe retratos da intimidade porque era um anti-paparazzo, um fotógrafo com princípios. No âmbito da sua actividade, e a partir do seu atelier em Cascais, Césa...r Cardoso estudo afincadamente as mais moderna técnicas ligadas à fotografia, tendo reunido um valioso acervo que actualmente se encontra no Arquivo Histórico de Cascais.







JOÃO CABRAL DA SILVA




João Cabral da Silva, nascido na Freguesia de Carvide (Leiria) em 1905 e radicado em Cascais desde tenra idade, foi comerciante e empresário dinâmico da nossa terra, tendo desenvolvido longa e profícua actividade em diversas instituições sedeadas em Cascais. Diplomado em Contabilidade pelo Ateneu Comercial de Cascais, João Cabral da Silva foi Presidente do Grémio dos Comerciantes em Cascais onde fundou e explorou diversas empresas nos ramos da mediação imobiliária, seguros, papelaria e relojoaria. Na Tabacaria Cabral, no Largo Camões, fundou a primeira biblioteca pública de Cascais, tendo sido directamente responsável pela promoção das letras e das artes no nosso Concelho. Profundamente religioso, e professando a religião Católica, João Cabral da Silva assistiu à última das Aparições de Fátima, em 1917, tendo assistido ao Milagre do Sol. Como consequência deste facto, a capela da sua casa da Charneca, em Cascais, foi consagrada ao Sagrado Coração de Jesus e a Nossa Senhora de Fátima. Faleceu na Rua Direita, em Cascais, no dia 13/06/1966.