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terça-feira

Apresentação do Livro "Turismo do Estoril" de João Aníbal Henriques





António de Sousa Lara, Presidente da ALA – Academia de Letras e Artes, tem a honra de convidar V.Exª. para a cerimónia de apresentação do livro ‘Turismo do Estoril’, da autoria de João Aníbal Henriques, que vai decorrer no próximo dia 13 de Outubro de 2011, pelas 18h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Cascais. A apresentação será feita pelo Dr. Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais.

Prefácio por António de Sousa Lara

O Estoril foi um projecto de sonho, que nasceu elitista, na cauda da Corte, do dinheiro exuberante, do jogo, da diversão, do desporto caro, da excelência hoteleira até na desgraça. Não fora o sonho e estaríamos num simples prolongamento do dormitório de Lisboa, que a corrupção instalada sempre prezou como viés de lucro imediato, sem preocupação pela morte da qualidade e pela desgraça subsequente. Jovem autarca sempre alertei para os riscos de se matar a galinha dos ovos de ouro. Pareceu-me, então e até agora, ser óbvio que ninguém no seu inteiro juízo, gasta bom dinheiro e o seu tempo de lazer para se enfiar num dormitório suburbano, igual a outras tantas misérias que circundam as grandes cidades povoadas de multidões informes, que nas crises, dão cenas como as de Paris e de Londres. Mas com a política do “já agora…” e de “ é só mais esta excepção” tem sido destruído o exótico singular que faz a diferença. A corrupção vê isto mesmo. Não é estúpida. É apenas corrupta. O Dr. João Aníbal Henriques tem sido um cruzado na defesa deste património que não devia morrer assim. Este livro serve tal propósito: de memorial e de alerta. Divulgá-lo é um acto político; calá-lo também é. Está nas nossas mãos.

Cascais Activo – Viva 30: Novos Trilhos Pedestres nos Parques Municipais





Numa iniciativa que pretende marcar de forma permanente os diversos percursos e trilhos existentes nos muitos parques municipais, a Câmara Municipal de Cascais vai lançar o programa “Cascais Activo – Viva 30” que fomentará a actividade física no território e, simultaneamente, o usufruto das infra-estruturas e espaços verdes Cascalenses.

O lançamento do projecto vai acontecer ao longo deste ano em vários espaços verdes municipais através da realização de iniciativas de marcha que incluem aulas de aquecimento e alongamento e serão complementadas com uma animação de jogos tradicionais e alguns rastreios (índice de massa gorda e massa corporal).

A primeira marcha vai decorrer no Parque Marechal Carmona, em Cascais, no dia 22 de Maio; depois acontecerá no Parque da Alagoa, em Carcavelos, a 19 de Junho; no Bosque do Alto dos Gaios a 10 de Julho; no Parque de Outeiro de Polima a 2 de Outubro; o no Parque das Penhas da Marmeleira a 23 de Outubro. Todas estas iniciativas começam às 10h00 e terminam às 13h00.

Uma forma excelente de usufruir do que de melhor existe em Cascais!


quarta-feira

Cascais Pur02 Inaugura Parque Urbano da Ribeira dos Mochos





Numa iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Cascais e das suas agências municipais Cascais Natura, EMAC, Cascais Atlântico e Cascais Energia, foi totalmente requalificado e remodelado o Vale da Ribeira dos Mochos, entre o Bairro do Rosário e Cascais, transformando uma área de cerca de 41 mil metros quadrados num local de expressiva beleza e qualidade ambiental.

Envolvendo uma importante linha de água - a Ribeira dos Mochos - o novo parque urbano será inaugurado no próximo dia 05 de Junho no âmbito de mais uma edição do Cascais Pur02, a grande festa do ambiente do Concelho, dotando a região Poente de Cascais de um equipamento de referência em termos da promoção ecológica e da biodiversidade.

Incluindo um parque de merendas, um parque infantil, uma pista de aventura e uma pista ecológica, o Parque Urbano da Ribeira dos Mochos vai ser um dos pilares fundamentais na requalificação ambiental de Cascais e um importante contributo para o fomento da qualidade de vida dos Cascalenses.

A bem de Cascais!





sexta-feira

As Aldeias Rurais e o Futuro de Cascais





Apesar de serem poucos aqueles que as conhecem, as aldeias de génese rural existentes no Concelho de Cascais possuem um potencial turístico e cultural incontornável. A degradação paulatina de que têm sido alvo é completamente descabida num espaço que pretende ver sedimentada a denominada “vocação turística”, e a sua recuperação exige uma intervenção imediata e consequente. A sua atractividade, no contexto de uma urbanidade que tem vindo a perder a identidade cultural, é essencial para que Cascais possa readquirir a qualidade de vida de outros tempos.

Já vão muito longe os tempos em que se consideravam os resquícios da ruralidade portuguesa como exemplos malditos de uma actuação política que se dizia que tinha feito estagnar o País. Hoje, sobretudo nos países mais desenvolvidos, o que ainda resta de uma existência ruralizante e tradicional é aproveitado e rentabilizado turística e culturalmente.

A raiz cultural do nosso País, marcada de forma eminente pelo cunho de um tradicionalismo ligado aos trabalhos do mar e da agricultura, não pode alhear-se dessa realidade.

Contrariamente ao que parece mostrar a intervenção das entidades oficiais ligadas às Autarquias e às instituições governamentais com responsabilidades na área do Ordenamento do Território, da Cultura e do Turismo, o reconhecimento, a recuperação e a promoção dos resquícios da nossa identidade rural são actividades fundamentais para a criação de uma oferta turística que permita a Portugal enfrentar com dignidade os desafios novos que lhe surgirão ao longo dos próximos tempos.

De facto, impedido de produzir em termos agrícolas, incapaz de produzir industrialmente, e marcado em permanência pelo jugo implacável do desemprego, restam poucas saídas para que Portugal possa sustentar-se económica e financeiramente de forma condigna. O sector do turismo, principalmente num Concelho como o de Cascais, transformou-se no fulcro de todo o desenvolvimento, dele dependendo o comércio, os serviços e mesmo a gestão urbana do território.

Aldeias antigas como as da Charneca, Birre, Areia, Torre, Malveira da Serra, Janes, Zambujeiro, Atrozela, Alcabideche, Cabreiro, Murches, Livramento, Adroana, Pau Gordo, Galiza, Murtal, Caparide, Zambujal, Tires, Mato Cheirinhos, Trajouce, Conceição da Abóboda, Polima, Rana ou Rebelva, são apenas alguns exemplos de povoações que possuem ainda bem vivas as memórias de uma ruralidade que alicerçou toda a nossa História municipal. Possuem também, ainda com elevado potencial turístico que se encontra em risco eminente de desaparecer, restos únicos de habitações, fontes, chafarizes, portais, moinhos, fornos de pão e de cal, para além de um enorme manancial de lendas e de histórias locais, que noutros países e concelhos são atractivo turístico essencial e incontornável.

Em Cascais, perdidos nas faldas confusas de um alárvico e permanente apelo às novas construções, os resquícios existentes desta ruralidade perdida estão votados ao abandono e ao esquecimento. Exemplares únicos de casais saloios e rurais, com estruturas construtivas integráveis naquilo que é costume designar como “arquitectura chã”, vão sendo substituídos por prédios de concepção duvidosa e de assumida negação da tradicionalidade local.

Com o desaparecimento destes vestígios, e com a consequente fragilização da nossa Identidade Municipal, fica também posta em causa a vocação turística de Cascais e a possibilidade de voltarmos a ser o destino de excepção de outros tempos.

O turista moderno, culto e bem preparado, já não quer chegar a Cascais para passar cinco ou seis dias estirado ao sol. Hoje, numa lógica de bem-estar social e cultural, o ambiente envolvente, a tradicionalidade, o tipicismo, e a aprendizagem social, são partes importantes na promoção turística dos destinos europeus.

O Concelho de Cascais, apesar de todas as vicissitudes por que tem passado, possui as condições necessárias para encetar os esforços que tornarão possível este desiderato, sempre na certeza de que apostar na tradicionalidade daquilo que resta das nossas aldeias rurais, é garantir o futuro do turismo, do comércio e dos serviços, e o emprego e a estabilidade social dos munícipes cascalenses.

Nas aldeias rurais cascalenses, mais do que num sol e numa praia totalmente envolvidos em betão, reside grande parte do potencial que alicerçará a nossa vocação, oferecendo a todos um futuro socialmente saudável e economicamente sustentado.