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segunda-feira

Quanto Custam as Feiras, Festas e Festivais em Cascais?




Sendo certo que se forem bem geridos, os festivais e as feiras ajudam a colocar Cascais no mapa e a reforçar a sua visibilidade, importa saber quanto custam à Câmara Municipal de Cascais as sucessivas festas, feiras e festivais que permanentemente têm enchido a nossa Vila durante os últimos tempos.

É que, depois da tomada de posse para este novo mandato, o actual executivo municipal explica reiteradamente que não tem dinheiro para apoiar as principais instituições culturais do Concelho, para concluir obras estruturais das quais depende o futuro dos Cascalenses e nem sequer para garantir a condigna manutenção do seu património histórico que, com uma importância inaudita, e suficiente para reforçar a apetência turística da região enquanto destino de excepção nesta Europa em que vivemos, se vai esboroando e perdendo ao sabor da falta de vontade.

Veja-se o inqualificável estado de abandono em que se encontra a Villa Romana de Freiria. Atente-se ao desmazelo inadmissível em que se estão as Grutas pré-Históricas de Alapraia. Verifique-se a incúria que envolve a Estação Arqueológica dos Casais Velhos. Visite-se o amontoado de lixo que cobre a Villa Romana de Miroiços. Espreite-se o estacionamento em que se transformou a Villa Romana do Alto do Cidreira… ou as ruínas que se multiplicam no Monte Estoril ou na Parede…

Mas os palcos colocados junto à câmara todos continuam sempre em festa!

Dizem também os empresários da restauração de Cascais que as enchentes que a vila conhece nada trazem à economia do Concelho. E explicam que, com as muitas barracas que acompanham os eventos organizados pela edilidade, chegam sempre as barracas dos “comes-e-bebes” que se instalam nos pontos estratégicos e que fazem concorrência desleal a quem cá está e paga (bem pagas) as muitas licenças de utilização dos espaços.

Nada tendo contra as feiras e os arraiais que colocam Cascais em festa, acredito que tem de existir um equilíbrio entre o que se diz e o que se faz nesta nossa terra. Sob pena de a região (sobretudo depois de terem matado a marca centenária e pujante do 'Estoril' e de absurdamente tentarem a substituição pelo nome de Cascais) se transformar numa versão reles da Madeira, pondo em causa as muitas riquezas que Cascais ainda tem em troca da promoção política e pessoal de uns quantos. 

domingo

As Dunas do Guincho: Um Apelo Sentido de Todos os Cascalenses




Quando a Câmara Municipal de Cascais inaugurou, em Julho de 2011, os passadiços de madeira nas Dunas do Guincho (Praia da Cresmina), ainda sob a presidência de António Capucho, foi grande o júbilo dos Cascalenses.

Apesar de os projectistas se terem “esquecido” de integrar no percurso maravilhoso as três peças do património de Cascais que lhe estão adjacentes (a mãe-de-água da Cresmina, o Aqueduto Romano e o Povoado dos Casais Velhos) e de ter perdido a oportunidade para os recuperar, esta intervenção oferecia ao turismo do Estoril uma nova e extraordinária ferramenta de trabalho que, para além de permitir o acesso a um dos mais bonitos recantos do Concelho de Cascais, deslumbrando todos aqueles que tivessem a sorte de saber da sua existência, também servia como contributo importante para preservar (e recuperar) as dunas da Cresmina.

Mas agora, em 2014, depois de se ter mudado a presidência da C.M.C. e de as eleições terem sido ultrapassadas, a situação em que se encontra este equipamento é muito diferente.

Fruto da incúria e do desleixo, a degradação tomou conta do passadiço e, em alguns troços, para além de ter desaparecido a corda que marcava o percurso e que protegia as dunas consolidadas, existem sinais evidentes de destruição da própria estrutura em madeira.

Agora, são muitos aqueles que voltaram a pisotear e a destruir os habitats naturais e as próprias dunas, em linha com o ar de abandono em que se encontra toda a estrutura, destruindo assim uma parte substancial da riqueza natural de Cascais e das potencialidades turísticas do local.

Mais preocupante ainda, dado tudo isto ter sido feito e pago com verbas públicas, ou seja, dinheiro que pertence a todos os Cascalenses, é percebermos que se a recuperação da estrutura não vier a acontecer num curto espaço de tempo, e não for seguida de um esforço continuado de manutenção, perderemos definitivamente mais este equipamento.


Agora que as eleições autárquicas já passaram, esperemos que as europeias que aí vêm e as legislativas que se lhes seguem, sejam argumentos suficientes para que a Autarquia tome em mãos a resolução do problema... 







sexta-feira

Pedro Rocha dos Santos Censurado em Cascais

Numa atitude totalmente inaceitável, o Director do Centro de Congressos do Estoril, Pedro Rocha dos Santos, foi censurado politicamente e impedido de apresentar a conferência sobre Turismo Sustentável para a qual tinha sido convidado no âmbito do Greenfest. Ainda só tinham passado pouco mais de 24 horas desde as eleições autárquicas... 


Exmºs. Senhores,

No início desta semana, depois de concluído o acto eleitoral autárquico em Cascais em que participei como apoiante do Movimento Independente SerCascais, fui contactado pela direcção da empresa organizadora do GreenFest, que decorre no Centro de Congressos do Estoril, informando-me que os recém-eleitos autarcas de Cascais os haviam contactado e exigido que fosse cancelada a minha participação como orador na Conferência sobre Turismo Sustentável prevista para esta Sexta-feira.

Este acto de censura surge depois de o convite me ter sido formulado e de eu ter aceite; de ter sido anunciado o programa do evento no qual se incluía a minha participação; de terem sido enviados os convites com o dito programa; e de terem sido publicadas diversas peças promocionais no quais constava o meu nome e a minha conferência.

Para além de configurar uma afronta inaceitável à minha pessoa, este acto ignóbil põe em causa a minha competência profissional, o meu bom nome e toda a credibilidade internacional que angariei no sector do turismo sustentável, consolidando uma estratégia que levou muito longe o nome do Estoril e que tornou possível que a nossa região e o Centro de Congressos tivessem sido premiados em vários fóruns pelas boas práticas ao nível da sustentabilidade.

Perante esta situação, vejo-me obrigado a tornar pública a minha posição, defendendo a minha honra e sublinhando que a perseguição de que agora sou alvo, é exclusivamente de cunho político, por considerar que a opção de extinguir o Estoril é um ataque àquela que é, sem sombra para dúvidas, umas das mais pujantes potencialidade da nossa região, pondo em causa o futuro da mesma e, por extensão, as perspectivas de um futuro equilibrado e saudável das próximas gerações de Cascalenses.

O carácter salazarento deste tipo de intervenção, pouco mais de 24 horas depois de encerrado o acto eleitoral, denota que estive certo na minha decisão de defender de forma explícita o Turismo do Estoril, e de ter afirmado, de forma peremptória, que a opção política tomada pelo actual executivo municipal nada tinha a ver com os interesses da região mas sim com interesses particulares dos partidos que governam Cascais e, mais ainda, com os interesses particulares mesquinhos daqueles que os partidos que agora estão no poder. Denuncia um ataque cerrado à História da nossa terra, ao trabalho desenvolvido ao longo de mais e um Século nesta região e, sobretudo, aos excelentes resultados que desde sempre – e até agora – a região do Estoril alcançou a nível internacional.

Em suma, este acto de censura é uma tentativa de calar Cascais e os Cascalenses!

Apelo, desta forma, a todos vós, para que nos ajudem a tornar público este apelo. Dele depende o futuro da Região de Turismo do Estoril, da vocação turística municipal de Cascais e da qualidade de vida de muitas gerações de Cascalenses.

Porque o Estoril não vai morrer desta maneira nas mãos sujas destes algozes. Porque o Estoril também vale a pena!

Pedro Rocha dos Santos

segunda-feira

Viva Cascais: Engana-me que eu Gosto!





Os partidos que neste momento governam a Câmara Municipal de Cascais, o PSD e o CDS, lançaram agora a sua campanha às eleições autárquicas deste ano. Com pompa, circunstância e muito foguetório,  na linha daquilo que têm feito na edilidade desde que tomaram conta do poder, os dois partidos tentam uma vez mais enganar os Cascalenses.

Mas desta vez é façanhuda a mentira que pretendem pregar e quase humilhante a forma como pretendem passar por entre os pingos da chuva!

Provavelmente envergonhados do trabalho que têm feito desde a saída de António Capucho, o PSD e o CDS não se apresentam ao eleitorado com uma campanha tradicional, assente na obra feita e no orgulho perante o que fizeram… pelo contrário. Mentindo aos Cascalenses, apresentam-se mascarados daquilo que não são e profundamente convencidos de que vão ser capazes de enganar toda a gente.




O LOGRO DO "MOVIMENTO"

Em primeiro lugar, chamam à coligação do PSD e do CDS (os mesmos partidos que estão coligados no Governo) ‘Movimento’! Movimento?! Mas qual movimento? Os dois partidos juntos são uma coligação partidária e não um movimento… certamente querem fingir que são o que não são e fingir que não são os mesmos que têm em mãos os destinos sombrios do nosso País!



A MENTIRA DA "NOVIDADE"

Depois, para além de chamaram ‘Movimento’ à coligação do PSD e do CDS, chamam-lhe ‘novo’! Novo?! Mas como podem chamar novo a uma coligação que foi constituída em 2001, gerada e dirigida pelo anterior presidente António Capucho que deu forma a três vitórias com maioria absoluta? Chamar ‘nova’ à coligação do PSD e do CDS é um embuste de tal maneira pueril que não passa despercebido nem ao mais distraído Cascalense!




A INJÚRIA DA "INDEPENDÊNCIA"

E por fim, como se não bastasse dizerem que a coligação entre o PSD e o CDS é um ‘movimento’ e que é ‘novo’, ainda dizem que ele é ‘independente’! Independente’! Como pode ser independente uma coligação de dois partidos que ainda por cima já estão juntos no poder há 12 anos?

INDEPENDENTES? DE QUÊ? DE QUEM?

Mentindo descaradamente aos Cascalenses, os partidos da velha e decrépita coligação Viva Cascais tentam intrujar os munícipes, sem nenhuma vergonha de o fazer. Fingem, desavergonhadamente, que são aquilo que eles sabem que os habitantes de Cascais desejam avidamente: independentes, honestos e democratas.

A sorte de Cascais é que já ninguém acredita neles!

quarta-feira

O Nosso Portugal e os Partidos Deles




Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais e dirigente do PSD, anunciou ontem em vários jornais nacionais que a edilidade Cascalense vai gastar 13.000,00 Euros pagando uma recepção num hotel de cinco estrelas a um conjunto de delegados da Internacional Socialista.

De facto, num ano caracterizado pela crise profunda, pelo desemprego e pela miséria que afecta um cada vez maior número de Portugueses, motivo aliás invocado por Carreiras para explicar publicamente o corte drástico nos apoios às instituições da sociedade civil de Cascais que não alinham na sua estratégia eleitoral, os 13.000,00 Euros de dinheiros públicos gastos pela Câmara Municipal de Cascais para pagar a reunião dos socialistas mais não são do que umas parte importante dos impostos pagos pelos Cascalenses para que a autarquia arranje as estradas, as escolas, os jardins, pinte passadeiras, promova a segurança, apoie as entidades locais, fomente a saúde, dinamize a economia, defenda o ambiente, requalifique o património, etc.

No nosso Portugal, que os partidos continuam a controlar livremente e a seu belo prazer, o dinheiro pago em impostos pelos Portugueses é desbaratado ao sabor das necessidades desses partidos e ao ritmo eleitoral que as eleições autárquicas que se aproximam já deixam antever.

Para os partidos que nos governam, os interesses do nosso Portugal são pouco importantes. Isto porque em ano de eleições, uma vez mais, serão os interesses dos partidos deles que se vão sobrepor aos interesses legítimos do nosso Portugal e dos Portugueses.

Como disse Eça de Queiroz há pouco mais de cem anos: "Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão!" 

segunda-feira

Orçamento Participativo: O "Reality Show" de Cascais e uma Afronta à Democracia Séria e aos Cascalenses



Decorreu entre 20 de Setembro e 20 de Outubro mais uma edição da acção de propaganda “Orçamento Participativo” organizado pela Câmara Municipal de Cascais.

Com uma verba total de 2,1 milhões de Euros, retirados do orçamento municipal, na edição de 2012 estiveram a concurso 32 projectos abrangendo várias intervenções em diversos pontos do Concelho de Cascais.

Orçamento?...


Se analisarmos atentamente os moldes em que funciona este evento, depressa nos aperceberemos do autêntico logro que representa para os interesses de Cascais e dos Cascalenses.

Primeiro, porque a verba em questão é somente uma parcela ínfima e insignificante do orçamento municipal e, por isso, toda a propaganda instituída só serve para que a edilidade possa vir dizer, enganando os Cascalenses, que em Cascais “quem manda são eles!


Participativo?...


Mas o grande problema nem é esse. Como se de um reality show se tratasse, à laia de um Big Brother ou de uma Casa dos Segredos, o Orçamento Participativo resume-se a enorme show mediático feito à conta dos Cascalenses.

Senão vejamos: independentemente da pertinência, da qualidade ou da necessidade dos projectos em votação, ganha aquele que mais popular conseguir ser nas redes sociais e nas autênticas encanações mediáticas que acompanham a “apresentação” deste orçamento.

Na prática, isto significa um profundo desrespeito pela Autarquia, que delega em SMS’s a gestão do Concelho, e pelos munícipes Cascalenses, que vêem o dinheiro público que lhes pertence alienado ao sabor das mensagens telefónicas e da popularidade das caras associada a cada projecto.



Democracia?...


Por fim, basta olhar atentamente para a lista de projecto que foram a jogo este ano para perceber que estamos a tratar de obrigações primárias da autarquia.

Quando se fala em sinalização vertical, passagens de peões, construção de passeios, construção de passadiços nas escolas, etc. não estamos a falar de pequenas benesses que seriam teoricamente entregues aos projectos e aos munícipes mais populares.

O que isto significa é que, ao abrigo desta acção de propaganda, os vencedores deste ano vão ver a sua passadeira pintada, os sinais de trânsito colocados ou os passeios arranjados.

E os outros? Não?

Mas não pagamos nós os nossos impostos para que a Câmara Municipal de Cascais pinte as passadeiras, arranje os recintos escolares, coloque os sinais de trânsito, construa passeios, etc.? Não é para isso que temos uma das cargas fiscais mais elevadas da Europa?

Conclusão:


Num País em profunda convulsão social, com problemas gravíssimos e um orçamento impossível de reverter, em Cascais assiste-se placidamente aos laivos de propaganda que antecedem as autárquicas do próximo ano.

A propaganda, pouco séria, é mais uma machadada dada à democracia, enchendo de areia os olhos dos Cascalenses e um autêntico gozo popular, que só pode deixar profundamente indignados todos aqueles que desejam um futuro sério para esta terra.

Vejamos aqui a lista dos ditos projectos e analisemos da sua “pertinência”!


OP 01| Rotunda do Carrascal de Alvide

ACÇÃO: Remodelação do entroncamento que dá acesso ao Carrascal de Alvide

CONSTATAÇÃO: Não é obrigação da Câmara Municipal de Cascais proceder à IMEDIATA remodelação deste entroncamento de forma a garantir mobilidade aos Cascalenses?...
 
OP 02 | Oficina dos Saberes de Rana

ACÇÃO: Construção de espaço coberto e instalação de cozinha comunitária

CONSTATAÇÃO: Não é obrigação da Câmara Municipal de Cascais construir, apoiar e gerir estas obras sociais das quais depende o apoio aos mais desfavorecidos?...
 
OP 03 | Eco-intervenção na Escola Fernando Lopes Graça

ACÇÃO: Substituição da placa de fibrocimento no pátio da escola, construção de uma sede para a Associação de Estudantes e requalificação do espaço envolvente

CONSTATAÇÃO: Não é obrigação premente da autarquia retirar TODAS as placas de fibrocimento de TODAS as escolas do Concelho de Cascais até porque foi provado que têm efeitos nocivos na saúde das crianças Cascalenses?...

OP 04 | Passeios da rotunda da Abóboda até ao McDonald’s

ACÇÃO: Colocação e melhoramento dos pavimentos e passeios existentes

CONSTATAÇÃO: Não é obrigação da Câmara Municipal de Cascais construir TODOS os passeios que sejam necessários no Concelho de Cascais e zelar pela conservação e manutenção dos que já existem?...

OP 05 | Travessia pedonal junto à paragem dos autocarros da Escola Frei Gonçalo de Azevedo

ACÇÃO: Repintura de todas as passagens pedonais e introdução de outros dispositivos que melhorem a segurança dos atravessamentos

CONSTATAÇÃO: A segurança dos atravessamentos?... Então não existe segurança e a Câmara Municipal de Cascais não resolve o problema? Mas não é para resolver de forma IMEDIATA estes problemas de segurança que pagamos os nossos impostos?...

OP 06 | Borboletário

ACÇÃO: Dinamização do espaço e envolvência Requalificação do borboletário e restauro do aqueduto, nora e tanques

CONSTATAÇÃO: É necessário fazer isto? É premente fazer isto? É importante que isto se faça em prol da qualidade de vida dos Cascalenses? Então sé é, porque razão é que a Câmara Municipal de Cascais não cumpre a sua obrigação e não faz?

OP 07 | Requalificação do largo da Igreja de Conceição da Abóboda

ACÇÃO: Requalificação do largo da igreja e áreas envolventes, arborização do local, parque infantil, melhoramento do pavimento e colocação de mobiliário urbano

CONSTATAÇÃO: É verdadeiramente devastador saber que a Câmara Municipal de Cascais só requalificará o Largo da Igreja, arborizará o local construirá um parque infantil e procederá aos melhoramentos no pavimento SE este projecto for popular! Então não é isto um repositório das obrigações da Câmara?...
 
OP 08 | Mountain Bike Skill Park no Parque Urbano do Outeiro da Vela

ACÇÃO: Criação de um equipamento desportivo intergeracional, essencialmente vocacionado para a prática de BTT (freeride e dirt jump), a implementar no futuro parque público do Outeiro da Vela.

CONSTATAÇÃO: Mas não é um anseio da população do Outeiro da Vela que eles esperam há quase 3 décadas a construção deste equipamento? Então porque é a Câmara não começa JÁ a fazê-lo?

OP 09 | Campo de jogos público - Bairro Alcaide

ACÇÃO: Construção de cobertura para espaço de recreio das escolas envolventes (jardim de infância, ensino básico, CRID e Escola Americana) e a população

CONSTATAÇÃO: É verdadeiramente absurdo imaginar que as crianças que frequentam estas escolas não terão direito a esta cobertura se este seu projecto não for suficientemente popular... Mas não é para que a Câmara faça isto que pagamos os nossos impostos?...
 
OP 10 | Requalificação da Estrada da Serra - Malveira da Serra

ACÇÃO: Implementação de passeios entre o Largo do Chafariz e a curva à saída da Malveira-da-Serra

CONSTATAÇÃO: Sujeitar a construção destes passeios, que são essenciais, a uma votação deste género é um profundo desrespeito pelas gentes da Malveira-da-serra. Nem merece comentários.
 
OP 11 | Reorganização do espaço público na Rua de Cascais

ACÇÃO: Malveira-da-Serra | Reorganização do estacionamento automóvel, criação de passeios, requalificação dos pavimentos e mobiliário urbano, incluindo sinalética e semaforização

CONSTATAÇÃO: Idem. Vergonhoso.
 
OP 12 | Espaço Comunitário - Bairro das Faceiras

ACÇÃO: Construção de espaço verde público, parque infantil, área de jogos informal e pequeno edifício de apoio às actividades da comunidade local

CONSTATAÇÃO: Um espaço verde público? Um Parque infantil? Uma área de jogos?... Não é isto parte integrante da requalificação da qualidade de vida dos Cascalenses? Como é possível que isto possa depender de uma votação por SMS?
 
OP 13 | Requalificação do Jardim Júlio Moreira com coreto

ACÇÃO: Requalificação do jardim: mobiliário urbano e coreto. Plantações, sistema de rega, pavimentos e tanque

CONSTATAÇÃO: Ficamos a saber que se este projecto não for o mais popular a população deste local vai continuar com o seu jardim degradado?
 
OP 14 | Criação de uma quinta comunitária na Quinta da Bela Vista

ACÇÃO: Aproveitamento de terreno de domínio público para implementação de hortas comunitárias

CONSTATAÇÃO: As hortas comunitárias não estavam no programa da maioria que actualmente governa a Câmara municipal de Cascais. Não foi isto que eles se comprometeram fazer? E agora, se este projecto não for popular, já não se faz? E atira-se a culpa para cima dos Cascalenses?...
 
OP 15 | Crianças Protegidas

ACÇÃO: Construção de telheiros para as escolas do 1º ciclo | E.B.1 do Agrupamento de Alapraia: Escola Básica de Bicesse e de Caparide

CONSTATAÇÃO: Ficamos a saber que as escolas de Alapraia, Bicesse e Caparide só terão os telheiros que precisam se conseguirem ser populares nesta acção de propaganda da Câmara Municipal de Cascais?...
 
OP 16 | Ludobiblioteca - JI-EB1 Bicesse

ACÇÃO: Criação de um edifício em open space em madeira, integrado no jardim público

CONSTATAÇÃO: Isto é necessário? E premente? É que se é tem mesmo de se fazer. E se não for, não deve ser feito mesmo que seja muito popular e ganhe muitos SMS's...

OP 17 | Parque Infantil em Cabeço de Mouro

ACÇÃO: Construção de um parque infantil em Cabeço de Mouro

CONSTATAÇÃO: Não existe requalificação do interior do Concelho de não forem construídas as infraestruturas que são essenciais para o efeito. Fazer depender o Bairro do Cabeço de Mouro de ter um parque infantil das votações tipo reality show como esta é um atentado à sua dignidade e aos seus direitos.
 
OP 18 | Dog Park - Parque Canino em São Pedro do Estoril

ACÇÃO: Criação de um espaço canino vedado; hortas comunitárias e criação de espaços verdes

CONSTATAÇÃO: Isto é necessário? E premente? É que se é tem mesmo de se fazer. E se não for, não deve ser feito mesmo que seja muito popular e ganhe muitos SMS's...

OP 19 | Requalificação da Quinta do Rato

ACÇÃO: Construção de um jardim com parque infantil coberto e implementação de hortas comunitárias

CONSTATAÇÃO: É vergonhoso que a requalificação deste espaço fique dependente da votação por SMS. É para fazer isto que pagamos à Câmara Municipal de Cascais através do Orçamento do Estado e dos impostos que pagamos diariamente.  

OP 20 | Requalificação do terreno junto à Rua Alexandre Herculano, Buzano de Cima

ACÇÃO: Criação de campo de jogos, parque infantil e relvado

CONSTATAÇÃO: Não existem palavras para explicar às populações do Buzano que não terão o seu campo de jogos porque não foram populares o suficiente...
 
OP 21 | Prolongamento da Rua Plácido de Abreu

ACÇÃO: acesso ao jardim do Buzano (parque infantil) - | Passeios, estacionamento, iluminação e sinalização

CONSTATAÇÃO: Estamos a tratar de obrigações primárias da Câmara. Com ou sem SMS's nós pagamos a quem lá está para fazer isto imediatamente!

OP 22 | Requalificação da SMUP - Sociedade Musical União Paredense

ACÇÃO: Requalificação do edifício da SMUP e do espaço polivalente dedicado às artes performativas

CONSTATAÇÃO: Quererá isto dizer que a SMUP está condenada a desaparecer no caso de não ser suficientemente popular?...
 
OP 23 | Formação de Escola de Música e outras artes

ACÇÃO: Promoção e aprendizagem das várias vertentes musicais

CONSTATAÇÃO: Isto é necessário? E premente? É que se é tem mesmo de se fazer. E se não for, não deve ser feito mesmo que seja muito popular e ganhe muitos SMS's...
 
OP 24 | Requalificação da antiga feira de Tires

ACÇÃO: Criação de um espaço verde de recreio, com parque infantil

CONSTATAÇÃO: Requalificar o Concelho, principalmente faixa do interior que apresenta maior discrepância em relação ao litoral, é uma obrigação primária da edilidade. É absurdo que que a Câmara Municipal só requalifique a antiga feira de Tires SE este projecto for popular!...
 
OP 25 | Reabertura de rua entre a Urbanização de Terras de Polima e Parque de São Domingos

ACÇÃO: A intervenção prevê ainda a substituição da iluminação do Parque

CONSTATAÇÃO: Sem palavras para descrever!...
 
OP 26 | Espaços lúdicos inclusivos

ACÇÃO: Malveira-da-Serra | Criação de espaço aberto à comunidade (ludoteca e biblioteca), para crianças e adolescentes dos 3 aos 18 anos, com resposta específica para crianças com necessidades educativas especiais dos 10 aos 18 anos de idade.

CONSTATAÇÃO: Ficamos a saber que as crianças com necessidades educativas especiais da Malveira-da-Serra só receberão o apoio a que têm direito se conseguirem ser suficientemente populares e tiverem a sorte de conseguir muitos SMS's...

OP 27 | Viva… O Paredão!

ACÇÃO: Requalificar os equipamentos existentes e instalar pequenas estruturas (quiosques) que permitam criar pólos de actividade

CONSTATAÇÃO: Só quem não conhece a vocação turística de Cascais e dos Estoris pode pôr a possibilidade de só requalificar o paredão SE os SMS's assim o disserem... É uma afronta dos últimos 120 anos de História de Cascais!

OP 28 | Arranjo do passeio da Rua Homem Cristo

ACÇÃO: Alargamento e recuperação do passeio existente, relocalização de postes de iluminação para o limite do passeio e rebaixamento de lancis nas travessias

CONSTATAÇÃO: É uma obrigação primária da Câmara Municipal de Cascais. Não é aceitável que não se proceda a este arranjo imediatamente.

OP 29 | Coreto wi-fi no Bosque dos Gaios

ACÇÃO: Construção de um coreto com sistema wi-fi para permitir ligação gratuita à internet e proporcionar actividades culturais

CONSTATAÇÃO: Isto é necessário? E premente? É que se é tem mesmo de se fazer. E se não for, não deve ser feito mesmo que seja muito popular e ganhe muitos SMS's...

OP 30 | Requalificação da Rua do Viveiro

ACÇÃO: Reorganização do estacionamento e implementação de sinalização

CONSTATAÇÃO: Esta é uma intervenção urgente e premente à qual os Monte Estorilenses têm direito há já muito tempo. Sujeitar a sua concretização à popularidade dos SMS's é uma afronta aos moradores.

OP 31 | Sinalização no Bairro da Assunção

ACÇÃO: Implementação de sinalização horizontal e vertical de modo a promover a circulação viária a uma velocidade mais baixa

CONSTATAÇÃO: Quase parece incrível este projecto! Nós pagamos à Câmara Municipal de Cascais para fazer isto JÁ e IMEDIATAMENTE!
 
OP 32 | Intervenção paisagística no Vale da Amoreira

ACÇÃO: Formalização dos caminhos, criação de zonas de contemplação

CONSTATAÇÃO: Não fazia esta acção parte integrante do projecto entregue e aceite pela Câmara Municipal de Cascais no ano 2000. A única coisa que não se percebe é como é que ainda não está feito!

terça-feira

Apresentação do Livro "Turismo do Estoril" de João Aníbal Henriques





António de Sousa Lara, Presidente da ALA – Academia de Letras e Artes, tem a honra de convidar V.Exª. para a cerimónia de apresentação do livro ‘Turismo do Estoril’, da autoria de João Aníbal Henriques, que vai decorrer no próximo dia 13 de Outubro de 2011, pelas 18h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Cascais. A apresentação será feita pelo Dr. Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais.

Prefácio por António de Sousa Lara

O Estoril foi um projecto de sonho, que nasceu elitista, na cauda da Corte, do dinheiro exuberante, do jogo, da diversão, do desporto caro, da excelência hoteleira até na desgraça. Não fora o sonho e estaríamos num simples prolongamento do dormitório de Lisboa, que a corrupção instalada sempre prezou como viés de lucro imediato, sem preocupação pela morte da qualidade e pela desgraça subsequente. Jovem autarca sempre alertei para os riscos de se matar a galinha dos ovos de ouro. Pareceu-me, então e até agora, ser óbvio que ninguém no seu inteiro juízo, gasta bom dinheiro e o seu tempo de lazer para se enfiar num dormitório suburbano, igual a outras tantas misérias que circundam as grandes cidades povoadas de multidões informes, que nas crises, dão cenas como as de Paris e de Londres. Mas com a política do “já agora…” e de “ é só mais esta excepção” tem sido destruído o exótico singular que faz a diferença. A corrupção vê isto mesmo. Não é estúpida. É apenas corrupta. O Dr. João Aníbal Henriques tem sido um cruzado na defesa deste património que não devia morrer assim. Este livro serve tal propósito: de memorial e de alerta. Divulgá-lo é um acto político; calá-lo também é. Está nas nossas mãos.

quinta-feira

Câmara Municipal de Cascais Suspendeu Plano de Pormenor do Hotel Miramar no Monte Estoril





Numa iniciativa inédita na vida política Cascalense dos últimos anos, o Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, anunciou a suspensão do Plano de Pormenor para o Hotel Miramar, no Monte Estoril, de forma a ouvir os moradores do local e a integrar as suas opiniões no projecto de recuperação a realizar naquele espaço.

Com esta decisão a Câmara Municipal de Cascais contribui para a preservação da Identidade Municipal, valorizando a participação cívica e fomentando a verdadeira representatividade democrática.

Em termos práticos, os Monte Estorilenses pretendem a reconstrução do centenário hotel que ardeu durante o Verão de 1975, mantendo as principais linhas orientadoras da sua identidade e preservando uma volumetria e dimensão que seja adequada ao espaço em questão e à vocação turística de qualidade que todos desejam para o Concelho de Cascais.

A suspensão deste Plano de Pormenor da autoria de Gonçalo Byrne, também autor dos muitos constatados edifício Estoril-Sol e Plano de Pormenor da Cava do Viriato, em Viseu, vem garantir a requalificação do núcleo histórico do Monte Estoril e, a médio prazo, valorizará também o investimento que o promotor efectuou naquele imóvel através do up-grade urbanístico que se verificará no local.

Em declarações à Antena 1 e em resposta à conferência promovida pela Associação de Moradores do Monte Estoril (AMME), o edil Carlos Carreiras refere que está convencido que será possível encontrar uma solução que garanta a recuperação urbanística da envolvência em sintonia com a vontade expressa pelos moradores.

Bem esteve a Associação da Moradores do Monte Estoril, pela forma sentida e fundamentada como lidou com o problema, mas também o novo Presidente da Câmara Municipal de Cascais que, com esta sua decisão histórica, vem criar espaço para que se desenvolvam projectos que salvaguardem as memórias de Cascais e a qualidade de vida das futuras gerações de Cascalenses.

domingo

A Devoção de Cascais a Nossa Senhora dos Navegantes





A ligação de Cascais ao mar, provavelmente tão antiga quanto a existência de vida humana neste território, tem o seu ponto mais alto na procissão anual dedicada a Nossa Senhora dos Navegantes.

Cumprindo a ancestral devoção dos pescadores de Cascais à sua padroeira, a procissão inicia-se na Vila e tem o seu momento mais significante quando os andores embarcam para um passeio marítimo engalanado com as cores garridas que os homens do mar utilizam para decorar os seus barcos. A meio percurso, quando a imagem da Senhora dos Navegante chega à Guia, é lançada a bênção ao mar, aos pescadores e ao povo de Cascais.

Esta tradição, imensamente significante para as gentes de Cascais, tem as suas raízes provavelmente no Século XV, quando a devoção a São Pedro Gonçalves é progressivamente substituída pela da Senhora dos Navegantes. Depois de muitos anos de concretização, foi a procissão interrompida em 1834, quando o liberalismo ditou o fim das Ordens religiosas, tendo sido retomada em Agosto de 1942 para comemorar a reconstrução dos torreões da Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, no casco velho da Vila de Cascais, que tinham sido destruídos pelo terramoto de 1755.

Este ano, uma vez mais, a procissão saiu à rua acompanhada pelo Padre Nuno Coelho – Prior da Paróquia de Nossa Senhora da Assunção, por milhares de pessoas e pelas entidades oficiais do Concelho, cumprindo assim um ritual antigo que faz parte da Identidade Municipal.

Praticamente 650 anos depois de ter visto reconhecida a sua autonomia municipal, e de ter o seu foral vincadamente marcado pela necessidade de dotar os homens do mar com as condições necessárias ao cumprimento da sua tarefa essencial, Cascais reconhece de forma sentida a sua ligação perene ao mar, aos rituais que marcaram a vida dos seus avós e à devoção que deu força e alento à povoação para se impor no contexto Nacional.