E agora, depois dos direitos
exercidos pelos trabalhadores da Carris e da CP, são os pilotos da TAP que
anunciam 10 dias de greve. É um direito que a legislação lhes confere, esquecendo-se
da responsabilidade e do respeito que necessariamente deveriam estar associados
ao uso do mesmo. Depois deste anúncio de greve, e mesmo que a mesma venha a ser
desconvocada, é todo o capital de confiança da empresa que fica em risco e, com
ele, toda a operação da empresa ao longo dos próximos anos. Com estes 10 dias
de greve, afectando de forma dramática passageiros, turistas e empresas, os
pilotos da TAP comprometem o futuro da empresa, a manutenção dos seus empregos
e a estabilidade económica de Portugal. Enquanto Português que era cliente
assíduo (sempre que possível) da TAP, devo dizer que não voltarei a reservar
vôos com esta companhia. Porque não estou para isso… para comprometer a minha
vida com a irresponsável e desrespeitosa prática dos “direitos” destas gentes.
Como eu, serão milhares os que tristemente vão fazer o mesmo. Venda-se a TAP.
Já. Ou então opte-se por um despedimento colectivo e pelo encerramento da
empresa.
Blog sobre Portugal, os Portugueses, a sua História, e a realidade política, económica, cultural e social Nacional.
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O Triste Caso do “Direito” à Greve na Linha de Comboios de Cascais
Desde há muito tempo que todos os Portugueses têm o direito de protestar. É um direito inalienável, associado à própria prática da democracia e dele depende, em última instância, o principal alicerce da cidadania.
Mas num estado de direito democrático, no qual todos partilham o direito à greve e ao protesto, todos deveriam também partilhar a responsabilidade pelo que está a passar-se… e a todos se exige o respeito pelos outros, pelos direitos que os outros também têm e pela forma como se gere e organiza a liberdade. Sem essa responsabilidade e esse respeito, não existe liberdade e sem ela não sobrevive a democracia.
Na Linha de comboios de Cascais, de forma continuada, reiterada e por motivos diversos, as greves e interrupções na circulação são prática comum, prejudicando de forma grave os utentes da mesma e, também, os equilíbrios associados à actividade turística que depende do acesso a Lisboa e da forma confortável, simples e rápida como o comboio a oferece aos visitantes.
Não sabendo (até porque tantas e tantas greves depois, com tantos e tantos prejuízos causados não é possível que continuemos a interessar-nos pelos mesmos…) quais foram os motivos que serviram de pretexto à mesma, quais foram os sindicatos que as patrocinaram ou sequer quais foram os funcionários da CP que participaram, o certo é que uma vez mais, desta vez durante 5 intoleráveis dias em plena época de Páscoa, os grevistas pura e simplesmente encerraram a Linha de Cascais.
Com este protesto, prejudicaram a vida a centenas de milhares de utentes, que maioritariamente já tinham adquirido e pago os seus passes e que foram obrigados a encontrar meios alternativos de transporte (que tiveram de pagar com prejuízo pessoal) para irem trabalhar. Prejudicaram ainda dezenas de empresas e empreendimentos turísticos, numa época em que os hotéis da região estavam praticamente esgotados com turistas que aproveitavam as suas férias Pascais e que de cá saíram com a péssima impressão que não se coibiram de exprimir em sites de viagens e nas redes sociais. E prejudicaram de forma dramática todo o investimento feito na promoção turística de Portugal.
A empresa (julgamos nós que seria principal visada por este protesto), pouco ou nada foi afectada pela greve. Por um lado, poupou com o valor que deixou de pagar aos grevistas. Por outro, poupou em material, em energia e em combustíveis, porque as composições estiveram praticamente 5 dias paradas sem qualquer espécie de informação e ou avisos aos utentes. E, como só quem não quer é que não vê, ganharam à mesma porque os passes já estavam pagos!
O exercício do “direito” à greve que foi usado na Linha de Cascais foi um ultrajante e vil exercício de desrespeito por utentes, turistas e por milhares de pequenas empresas afectadas pela falta dos seus funcionários e clientes. Foi uma prática irresponsável que em nada contribui para dignificar profissionalmente os grevistas e que nenhum efeito prático tem na empresa que pretensamente eles querem pressionar. Foi um intolerável ataque aos Portugueses com implicações que repetidamente vão pondo em causa a sobrevivência económica de Portugal. Este pretenso “direito” à greve é, para dezenas de milhares de utentes um simples falta de respeito. Porque eles não tiveram (nem têm) nenhum direito de protestar.
Uma miséria o que estão a fazer a Portugal!
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