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terça-feira

A Portugalidade e o Interesse da Nação





Assumindo que o interesse da Nação não se esgota na democracia, e que o momento histórico verdadeiramente alvitrante em que vivemos exige uma postura determinada e determinante de todos os Portugueses para pôr fim ao estado de profunda e gravíssima crise em que vive o País, o Presidente da ALA – Professor António de Sousa Lara – abriu o ano académico apelando a todos os responsáveis pela academia para ultrapassarem o estado de neutralidade artificial e desinteressante a que se têm devotado os principais agentes culturais nacionais.

Enquanto Presidente da ALA, apela ao combate pela Portugalidade, sabendo de antemão que é importantíssimo pugnar pelos valores, princípios e memórias que são a essência do nosso País. Lutar contra os liquidadores da Pátria, ou seja, aqueles que pelos interesses que defendem acabam por deixar os interesses de Portugal e dos Portugueses para segundo plano é, para Sousa Lara, uma obrigação imperativa que resulta desta situação inédita em que nos encontramos. É preciso, através de acções concretas e projectos assentes nesses valores, que os agentes culturais condenem essas malfeitorias que têm vindo paulatinamente a aniquilar Portugal.

A ditadura das maiorias que vão ganhando eleições em momentos determinados da existência do País não pode, de acordo com o Presidente da ALA, sobrepor-se aos interesses reais da Nação. Esses, perenes e solidamente estruturados em muitos séculos de História, devem ser intocáveis.

O desafio da academia, juntando todos aqueles que amam Portugal, é desenterrar a Portugalidade. É redescobri-la e torná-la moderna. É, com isso, recuperar a Pátria. Sousa Lara explica que quando a Pátria é espezinhada como agora acontece, a Nação acorda, reage e revolta-se. Como nos mostra a História, e independentemente das vicissitudes conjunturais e eleitoralísticas, depois destes períodos de sofrimento e dor, a Nação renasce das cinzas…

Porque é fundamental garantir um futuro para Portugal.

Vídeo com a versão integral do discurso do Professor Doutor António de Sousa Lara em: http://youtu.be/RfCAAG_NpUc

Nesta cerimónia de abertura solene do ano académico de 2011/2012, tomaram posse como novos académicos da ALA – Academia de Letras e Artes: Aida de Sousa Dias, Bernardino Gonçalves Moreira, Matilde de Sousa Franco, Rodrigo Faria de Castro, Fernando de Sá Monteiro, Hermínio da Cunha Marques, Manuel Van Hoff Ribeiro e Nuno Borrego.





domingo

Novos Académicos da ALA - Academia de Letras e Artes Tomam Posse





Foi com a casa cheia e uma plateia repleta de gente ligada às artes e às letras que a ALA empossou os seus novos académicos. Numa cerimónia onde o simbolismo assume especial relevância, fomentando a Identidade Nacional e promovendo os valores tradicionais da Portugalidade, tomaram posse, na classe de Artes, Aida de Sousa Dias, Bernardino Gonçalves Moreira, Rodrigo Faria de Castro; e na classe de Letras, Matilde de Sousa Franco, Fernando Manuel Moreira de Sá Monteiro, Hermínio da Cunha Marques, Manuel Van Hoof Ribeiro, Nuno Borrego, e João Carlos Ferreira do Couto Sevivas. Na oração de sapiência proferida pelo Presidente da ALA – António de Sousa Lara – foi o Estado da Nação, com a crise a todos os níveis que vivemos, que marcou a sessão. Apelando aos valores, princípios e à História de Portugal, Sousa Lara não hesitou ao pedir que os Portugueses tomem em mãos os destinos de Portugal.







quarta-feira

A Estação Arqueológica do Castro da Cola




Recuam ao Século XVI as primeiras referências literárias ao Castro da Cola, importante estação arqueológica situada a escassos doze quilómetros de Ourique, no Alentejo. André de Resende, conhecido humanista eborense dessa época, esteve naquele local no ano da graça de 1573, sendo que dois séculos depois terá sido seguido nesse acto por Frei Manuel do Cenáculo, que ali efectuou um primeiro estudo topográfico.

Segundo Joaquim Figueira Mestre, o Castro da Cola ocupou desde sempre o imaginário das gentes da região: “ (…) existindo lendas de tesouros e mouras encantadas na sua tradição oral. O Castro da Cola chegou assim até nós mitificado e envolto numa auréola de mistério”.

Em termos concretos, o Castro de Nossa Senhora da Cola teve uma ocupação que vai desde o período Neolítico até ao reinado do Rei Dom Afonso III sem que, no entanto, tenham deixado de existir certos hiatos de tempos nessa ocupação.

Durante a época muçulmana, o Castro da Cola mais não era do que um pequeno povoado fortificado, possuindo na sua base as componentes de uma economia agro-pastoril, baseada não só nos interesses e nas disponibilidades dos povos de então, mas também nas potencialidades naturais da região.

O período do seu apogeu, ao que parece, deu-se no dealbar na Nacionalidade, assistindo-se nesse período à construção de diversas edificações no interior do povoado. Segundo Abel Viana, são dessa época os grosseiros pavimentos de “pequenas e mesquinhas habitações”, de que precedem a maior parte dos vestígios ali encontrados.

A destruição e abandono do local, mais do que às vicissitudes do tempo, ficou a dever-se sobretudo às diversas violações impostas ao monumento ao longo da sua longuíssima História e principalmente durante os primeiros anos do Século XX. Segundo consta em relatos dessa altura, existia na Aldeia de Palheiros um grupo de caçadores de tesouros que escavaram o castro, destruindo para sempre uma grande parte das informações que ele teria para nos oferecer.

Numa época em que a Europa nos surge ávida de singularidades que tornem atractivos os seus territórios, e em que Portugal tanto necessita de conhecer e reconhecer as suas inúmeras mais valias, resta-nos esperar que as entidades responsáveis assumam a importância deste lugar, salvaguardando aquela que é uma das mais importantes peças da herança cultural do Alentejo.

A bem de Portugal!




sábado

Ourique - Mais uma Pérola que Portugal tem de Descobrir





Com uma vasta História, rica em complicados episódios que marcaram decisivamente o próprio devir histórico Nacional, Ourique e o seu Concelho possuem diversos vestígios imensos motivos de interesse.

Para além do seu castelo, bastante alterado e desvirtuado na sua formulação espacial mas ainda marcante por aquilo que representa no contexto da nossa Nacionalidade, Ourique possui ainda várias Igrejas, capelas e ermidas que constituem, no seio de um infindável potencial turístico, um valioso património cultural.

Os primeiros passos da existência de Ourique foram certamente dados durante o dealbar da independência de Portugal. Sabe-se, através as fontes escritas, que a História de Ourique se revela de grande importância em pleno Século XII, ainda durante o processo de reconquista do território da Península Ibérica aos Mouros.

Foi na planície do campo de Ourique, pese embora a controvérsia, que D. Afonso Henriques enfrentou as tropas mouras chefiadas por Esmar, no já longínquo ano de 1139. As interpretações variam e as lendas são díspares em relação ao que realmente sucedeu, mas os dados de cariz toponímico e geo-estratégico apontam cada vez mais para a veracidade desta crença.

Também quanto à origem do nome da povoação persistem duas versões: ORIK, dos Árabes, com a significação de infortúnio e/ou desgraça , a assinalar a derrota sofrida perante o reconquistador Cristão; ou a derivação de OURIQUE, do ouro que se diz ter existido em abundância nos seus solos.

O crescimento da Vila e o incremento da sua importância estratégica na defesa e na manutenção da independência Nacional, terão estado na base dos diversos forais que Ourique recebeu ao longo do Século XIII, reconhecendo os direitos e os deveres da comunidade aqui existente e autorizando a sua participação na vida administrativa do Reino. Em 1288, durante o reinado de Dom Diniz, foi concedida a Ourique a carta de feira anual, traduzindo também o seu destacado papel na vida económica, social e política do Portugal medieval. Nesta época, a concessão deste tipo de documento, com as suas consequentes prerrogativas, assentava na existência de meios de produção de riqueza de dimensões consideráveis e de uma relevância grande no contexto do equilíbrio económico do Reino de Portugal. Era nessas feiras, aliás, que se desenvolviam as diversas actividades relacionadas com a administração do País, sendo também aí que se criaram as primeiras actividades culturais que deram forma à Identidade Nacional.

A importância de Ourique vai crescendo de forma permanente ao longo dos Séculos, facto comprovado com a atribuição de novo foral, já no Século XVI, quando Dom Manuel I, com vista à actualização administrativa do Reino, procede à reforma dos forais.

A Comarca de Ourique, que já existia em 1646, conservou-se na Vila até 1865, altura em que foi transferida para Almodôvar, e de onde só voltou em 1874. Relatos dos jornais da época apontam para a realização de um grande cortejo fúnebre organizado pela populações e pelas entidades locais, que terá acompanhado a transferência e marcado o desagrado de todos perante tal situação.

Em épocas mais recentes, a História de Ourique tem acompanhado a linha que serve de orientação à generalidade dos mais pequenos municípios do Alentejo. Um peso extraordinário atribuído à agricultura, acompanhado pelo declínio da sua capacidade de produzir riqueza quando a indústria se começa a impor às lides da terra. No ano de 1900, a população de Ourique era de 9143 pessoas que, como já acontecia cerca de sete séculos antes, se dedicava maioritariamente à agricultura e ao gado. Cinquenta anos depois, em 1950, atinge-se o pico do crescimento da povoação, com um conjunto populacional de 16685 pessoas. De então para qual, e num processo paulatino, Ourique tem vindo a perder os seus habitantes, sendo que em 2001 o número total de residentes se cifrava nos 6703.

Situada estrategicamente junto à Estrada que leva Lisboa ao Algarve, e marcada por uma História excepcional que se associa a um património riquíssimo, Ourique é mais uma das preciosidades de Portugal que teima em manter-se desconhecida e desaproveitada no seu imenso potencial.

Um Portugal coeso, consciente e sólido, assente numa Identidade bem vincada e num edifício sócio-ecomómico que suporte a consciência crítica dos seus cidadãos e a cidadania activa que todos desejamos, tem obrigatoriamente de ser capaz de se conhecer e, com isso, reconhecer cada um destes espaços onde tudo está ainda por fazer e rentabilizar.


Academia de Letras e Artes e Junta de Freguesia de Cascais Evocam a Memória de Cascais



Numa iniciativa conjunta da ALA - Academia de Letras e Artes e da Junta de Freguesia de Cascais, que contou também com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, foram homenageadas três figuras ilustres do passado Cascalenses. O fotógrafo César Guilherme Cardoso, o poeta Fernando Tavares Rodrigues e o Empresário João Cabral da Silva, foram relembrados numa cerimónia evocativa das suas memórias e do seu contributo para a consolidação da memória colectiva do Concelho. Reforçando o testemunho de memória e de gratidão relativamente a estes três vultos da História de Cascais, a ALA e a Junta de Freguesia de Cascais inauguraram topónimos em três arruamentos da Freguesia, perpectuando assim os seus nomes na memória colectiva de Cascais.


FERNANDO TAVARES RODRIGUES




Fernando Jácome de Castro Tavares Rodrigues nasceu em Lisboa em 1954.

Licenciado em Ciências Sociais e Humanas ...pela Universidade Nova de Lisboa, e diplomado em jornalismo foi sociólogo, jornalista, poeta e escritor, tendo publicado vários livros e criado letras para alguns dos mais conceituados artistas Nacionais, nomeadamente Beca do Amaral, Kátia Guerreiro, João Veiga, Maria Germana Tânger, José Campos e Sousa, etc.

Foi membro do Conselho de Gerência da RTP e adjunto para a Comunicação Social do então Primeiro-Ministro Cavaco Silva, e relações públicas da EPAL. Fernando Tavares Rodrigues foi ainda membro do Conselho de Leitura da Bertrand Editores, dirigente da Associação Portuguesa de Escritores e Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Poetas.

Foi também académico da ALA – Academia de Letras e Artes, com sede em Cascais, tendo vivido no Monte Estoril, onde fazia parte da direcção da Associação de Moradores.

Faleceu em Lisboa em Fevereiro de 2006.








CÉSAR GUILHERME CARDOSO




O olhar de César Guilherme Cardoso (1920-2005) fixou mais de 60 anos da história de Cascais em milhares de fotografias. Os monarcas exilados no concelho confiaram-lhe retratos da intimidade porque era um anti-paparazzo, um fotógrafo com princípios. No âmbito da sua actividade, e a partir do seu atelier em Cascais, Césa...r Cardoso estudo afincadamente as mais moderna técnicas ligadas à fotografia, tendo reunido um valioso acervo que actualmente se encontra no Arquivo Histórico de Cascais.







JOÃO CABRAL DA SILVA




João Cabral da Silva, nascido na Freguesia de Carvide (Leiria) em 1905 e radicado em Cascais desde tenra idade, foi comerciante e empresário dinâmico da nossa terra, tendo desenvolvido longa e profícua actividade em diversas instituições sedeadas em Cascais. Diplomado em Contabilidade pelo Ateneu Comercial de Cascais, João Cabral da Silva foi Presidente do Grémio dos Comerciantes em Cascais onde fundou e explorou diversas empresas nos ramos da mediação imobiliária, seguros, papelaria e relojoaria. Na Tabacaria Cabral, no Largo Camões, fundou a primeira biblioteca pública de Cascais, tendo sido directamente responsável pela promoção das letras e das artes no nosso Concelho. Profundamente religioso, e professando a religião Católica, João Cabral da Silva assistiu à última das Aparições de Fátima, em 1917, tendo assistido ao Milagre do Sol. Como consequência deste facto, a capela da sua casa da Charneca, em Cascais, foi consagrada ao Sagrado Coração de Jesus e a Nossa Senhora de Fátima. Faleceu na Rua Direita, em Cascais, no dia 13/06/1966.




sexta-feira

Vítor Adrião: A Ressureição de Portugal




Como resultado da segunda edição do "Curso Livre de Introdução à Portugalidade", que decorreu na ALA - Academia de Letras e Artes com o apoio da TOW - Travel Our Way, foi apresentado publicamente o livro "A Ressureição de Portugal" da autoria do investigador Vítor Manuel Adrião.

A cerimónia, em que participou o edil de Cascais António Capucho, foi presidida por António de Sousa Lara que sublinhou o interesse da obra no contexto de um Portugal abatido por uma onda de pessimismo que nada tem a haver com o carácter expressivo da História Pátria.

Na sua intervenção, o autor Vítor Adrião explicou o contexto em que decorreu esta segunda edição do curso, sublinhando que a presente obra é um testemunho da perenidade de uma Nação possuidora de um forte cunho sagrado e que, por isso, está condenada a ser pujante.

Contrariando todos aqueles que se tem dedicado a criticar, esfoliar e denegrir Portugal, esta "Ressureição de Portugal" é um testemunho franco, sapiente, sentido e sagrado da Alma deste País.

Mais uma obra-prima de Vítor Manuel Adrião, comprovando uma vez mais que, apesar das críticas e das polémicas em que o tentam envolver, é com toda a certeza um dos maiores vultos da Portugalidade no tempo actual.

domingo

Joaquim Baraona Homenageado na Toponímia de Cascais




Num acto de profunda justiça e de grande significado para o Concelho, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Cascais homenagearam o Comendador Joaquim Baraona através da atribuição do seu nome a uma das mais emblemáticas artérias da Vila. Antigo Provedor da Santa Casa da Misericórdia, instituição à frente da qual imaginou, planeou e concretizou um programa inovador e muito ambicioso nas áreas do apoio social e da saúde, Joaquim Baraona foi ainda figura de enorme importância nas áreas do empreendedorismo, turismo, diplomacia, associativismo, cultura e política, dinamizando inúmeras instituições em Portugal e no estrangeiro. Na actualidade, e mantendo o dinamismo e a vitalidade de sempre, o Comendador Baraona continua a ser uma das mais activas e empenhadas personalidades em várias instituições, academias, associações e colectividades de Cascais, à frente das quais muito tem contribuído para fomentar o bom-nome do Concelho e do País e para consolidar a qualidade de vida de todos aqueles que por aqui habitam ou trabalham. Com a atribuição deste topónimo, que será testemunho perene da importância que Joaquim Baraona teve e tem para Cascais, fica resposta a justiça que a revolução de 1974, por motivos que estão muito longe da nobreza das ideias daqueles que sonharam com a alteração do regime, havia posto em causa.