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sexta-feira

Fausto Figueiredo e o Sonho do Estoril




A ALA - Academia de Letras e Artes marcou presença na cerimónia comemorativa do centenário da fundação do Estoril com a conferência "Fausto Figueiredo e o Sonho do Estoril" proferida por João Aníbal Henriques.

Esta homenagem àquele que foi o mentor do primeiro e principal destino turístico de Portugal, concretizou-se no âmbito do aniversário da ESHTE e foi coordenada pela Professora Cristina Carvalho e pelo Doutor João Miguel Henriques (CMC), tendo contado ainda com a participação de Cândida Cadavez, Cristina Pacheco, Susana Gonçalves e Manuel Ai Quintas. 

Numa época marcada pela incerteza e pela absurda decisão tomada pelo poder partidário de extinguir a marca turística ‘Estoril’ assume especial importância este evento que, de uma forma transversal e com abordagens diferenciadas, apresenta a prova cabal da excelência que caracterizou o projecto de Fausto Cardoso e Figueiredo no Estoril.





(imagens de Luís Athouguia)




quinta-feira

ALA - Academia de Letras e Artes Inaugura IX Exposição Colectiva de Pintura

 
Até ao próximo dia 23 de Novembro, entre as 15h00 e as 18h00, está patente ao público na ALA, no Monte Estoril, a IX Exposição Colectiva de Pintura. Uma oportunidade única para ver, conhecer e apreciar em conjunto alguns dos melhores artistas Portugueses da actualidade: António Maria Sousa Lara, Conde de Guedes, Cristina Paiva Rosado, Dário Vidal, Filipa Alberti, Filipa Pinto Basto, Filipa Sottomayor, Gabriela Carvalho, Gabriela Marques da Costa, Isabel Mourão, Luís Athouguia, Maria de Freitas, Maria Teresa Magalhães, Mónica de Morais, Nela Vicente, Rolendis Solá Albuquerque e Teresa Capucho...
 










































O Sonho da Eternidade em Luís Athouguia




Na obra de Luís Athouguia cruzam-se formas – quase disformes – e cores, marcando fronteiras entre os espaços que vão compondo os cenários fictícios que ele vai imaginando.

Normalmente os seus quadros estão vazios. Não mostram caminhos, nem facultam direcções que nos permitam seguir viagem através dos terrenos bem cartografados onde nos parece que é seguro caminhar. Deixam escapar uns laivos de orientação, à laia de engodo para nos prender a atenção e nos fazer olhar ou… ver.

As suas obras, serpenteando de forma imprecisa através dos trilhos que cruzam e recruzam o Mundo não podem ser descodificadas. Mantêm-se presas àqueles laivos mais pressentidos do que sentidos que formam o cenário dos sonhos. Ali, numa matéria de tal maneira ancestral que deixa transparecer os aromas sublimes dos tempos em que nasceram os nossos primeiros avós, perdemo-nos sempre, deleitando-nos com o prazer sem igual de percebermos que só dessa maneira podemos reencontrar o rumo certo.

É difícil, senão impossível, descrever com exactidão a pintura de Luís Athouguia. Em primeiro lugar porque ele subverte por completo a lógica, o raciocínio e o pensamento da gens humana. Depois, porque ao distorcer a sua origem, nos impele em navegações que ultrapassam largamente as fronteiras do real, obrigando-nos a entrar em campos nos quais a matéria já não importa e onde os aromas, as cores e as formas mais não são do que ilusões efémeras que deixam para trás a realidade mais palpável.

A maior parte dos artistas são génios. São-no porque interiorizam a capacidade quase esquizofrénica que traduzir na tela ou no papel a nossa própria perspectiva acerca do Mundo real. Fazem-no com mestria e, quando de grandes mestres tratamos, sentimos que consagram numa só obra toda a multiplicidade de universos que carregam consigo todos os que os com eles se vão deslumbrando.

Com Luís Athouguia é tudo ainda mais transcendente, superando de forma exponencial o substrato místico que na arte prevalece. A sua obra, transbordando sensibilidade onírica, aprofunda de forma inquietante os princípios mais singelos que dão forma à existência e ao quotidiano. Ao contrário dos outros, que oferecem uma eternidade fictícia que tolda a noção que temos da inultrapassável efemeridade da vida Humana, Athouguia sublinha esse carácter visceral do dia-a-dia e consagra nas suas obras o cunho imediatista, finito e frágil que nos envolve a todos por igual.

Não existem meias-palavras na obra de Luís Athouguia. Nem palavras sequer. As linhas e as cores, transfiguradas em painéis que não esbatem o universo maravilhoso em que estamos mas que aguçam os pensamentos perdidos no meio dos nossos sonhos, são pontes efectivas que nos transportam até à verdadeira eternidade. Não aquela eternidade ilusória em que o fim não existe e em que os tempos se vão esticando até mais não… ele vai ao princípio, à matéria primordial, e é ali, naquele cadinho da alma, que encontra a verdade suprema e a totalidade do que não pode ser concebido…

É preciso coragem para literalmente podermos mergulhar na obra dele. É fundamental que o façamos num estado de liberdade absoluto que geralmente só encontramos quando conciliamos o sono com o sonho e nos libertamos das amarras do real. Só assim podemos conceber e sentir os universos alternativos que os seus quadros nos trazem. É com essa forma subliminar, livres e atrozmente perdidos, que podemos conceber os caminhos novos que a sua obra nos propõe.

Só dessa maneira, assumindo o carácter transitório do presente em que respiramos, o fechar dos ciclos passados em que suspirámos e antevendo alquimicamente as formas novas a que o futuro nos irá conduzir, podemos inverter as premissas do tempo e tornar-nos irresistivelmente imortais.

É isso que nos oferece Luís Athouguia. A eternidade de onde viemos, onde estamos e onde ficaremos sempre.

Mesmo que sejamos incapazes de o perceber!

segunda-feira

Academia de Letras e Artes Comemora Portugal em Ourique


No próximo dia 6 de Outubro, com o intuito de promover a Portugalidade e de contribuir para a consolidação da nossa Identidade Nacional, vai a ALA – Academia de Letras e Artes desenvolver um conjunto de iniciativas culturais no município Alentejano de Ourique.

Esta data, que simultaneamente comemora o 868º aniversário de Portugal, assenta na assinatura do Tratado de Zamora em 1143, e será marcada pela inauguração da exposição “Intempérie dos Sonhos” do pintor Luís Athouguia e pela apresentação pública do livro “Os Guerreiros da Comarca de Ourique” da autoria de Luís Soveral Varella.

Na primeira, o pintor Luís Athouguia propõe-nos a partilha da sua mundividência e da sua concepção estética do cosmos, apresentada e fragmentada em cada obra, trazendo a campo essa inaudita possibilidade de gerar um sistema simbólico próprio, e promovendo junto do observador a capacidade de desenvolver por si próprio uma teia de conexões entre os diversos elementos simbólicos pertencentes a um mesmo alfabeto pictórico (sistema) relativamente decifrável. Por toda a sua obra perpassa, em inconfundíveis matizes, um desejo expresso, ou sonho incontido, de liberdade e harmonia, que tem eco em todos nós. No livro, que apresenta uma das mais completas abordagens historiográficas ao devir das comunidades Alentejanas, o autor reitera a necessidade de compreender a forma como se organizaram o espaço e as gentes nas regiões rurais do interior de Portugal, assumindo que esse é o único caminho que torna possível a compreensão contextualizada da dimensão abrangente da História de Portugal.

A decorrer às 18h00 na Biblioteca Jorge Sampaio, na Vila de Ourique, os dois actos consolidam a aposta da ALA na descentralização cultural Portuguesa, dando a conhecer as paisagens, os recantos, os aromas, as estórias e as memórias mais impactantes deste nosso extraordinário Portugal.

Prémio Internacional de Excelência Académica para a ALA - Academia de Letras e Artes





O Governo de Espanha, por intermédio do Ministério del Interior, galardoou a ALA – Academia de Letras e Artes com sede no Monte Estoril, Cascais, com o Prémio Internacional de Excelência Académica.

O galardão, que pretende distinguir “as pessoas e/ou instituições que contribuam para a criação e consolidação de padrões de desenvolvimento cultural e da identidade dos povos”, foi atribuído ao longo dos últimos anos “en campos das artes, ciências, letras, humanidades, ciências experimentales” às maiores e mais conceituadas universidades, institutos e academias do Mundo.

Para António de Sousa Lara, Presidente da ALA – Academia de Letras e Artes, este prémio representa “o reconhecimento mundial do papel que a nossa academia tem vindo a desempenhar na promoção da cultura Portuguesa e da Identidade Nacional”. Segundo o Presidente da Academia, “a atribuição desta galardão à ALA é também um tributo ao carácter ecuménico, abrangente, aberto e humanista que sempre tem caracterizado a intervenção de Portugal no Mundo e, desta forma, o assumir de que o nosso País, contrariamente ao que por vezes se ouve dizer, possui uma importância fulcral na definição dos paradigmas culturais que hão-de dar forma à nova Europa”.

A ALA – Academia de Letras e Artes, é uma instituição de carácter particular e sem fins lucrativos com sede no Monte Estoril (Concelho de Cascais), que tem como objectivos estatutários o estudo, desenvolvimento e promoção da cultura Portuguesa.