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sexta-feira

Casa Henrique Felgar na Quinta da Machada (Cava do Viriato / Viseu)




Propriedade de Henrique Simões Felgar (1893-1986) é um conjunto de dois edifícios, sendo o principal de dois andares, o piso térreo destinado a arrumos e divisões secundários, e o superior à habitação. Apesar de aparentar uma edificação do final de Oitocentos, terá tido uma fundação anterior, como o indica a organização interna do espaço, com corredor interior, acedendo às dependências laterais, comunicantes entre si. Acesso por escadaria com balaustrada, formando um alpendre superiormente. Fenestrações rectilíneas com molduras de cantaria. Mantém-se algumas janelas de guilhotina. Construção anexa rectangular, de dois pisos, o térreo para arrumos e guarda de animais, executado em pedra, e o superior de habitação, com "taipal à galega" e cobertura de placas de xisto. Fez parte do Plano de Pormenor da Cava do Viriato, da autoria do Arquitecto Gonçalo Byrne, no âmbito do Projecto Viseu Polis, no âmbito e apesar de fazer parte da Base de Dados de Património Nacional (Ver AQUI), foi proposta a sua demolição. Veja AQUI a Família Felgar na Quinta da Machada em 1960. 








Quinta da Machada da Família Felgar (Cava do Viriato / Viseu)




Propriedade adquirida no início do Século XX por Henrique Simões Felgar (1893/1986), conjugando duas propriedades distintas: a Machada de Cima e a Machada de Baixo, representadas cada qual pelos seus solares beirões: a Casa do Lago e a Casa Henrique Felgar, ambas registadas na Base de Dados do Património Nacional (Ver AQUI). Para além destes imóveis, a Quinta da Machada possui ainda um conjunto patrimonial construído pelo seu proprietário, onde residiram durante todo o Século XX grande parte dos colaboradores da sua antiga Fábrica de Tecidos da Ribeira de Viseu, bem como alguns amigos da família. O prédio de rendimento situado junto à Estrada Velha de Abraveses, junta-se aos currais e a mais algumas habitações dispersas pelo espaço da quinta. Toda a propriedade é acompanhada a Nascente pela Cava do Viriato, classificada como Monumento Nacional.





quinta-feira

Capela de Santo Amaro de Alcântara (Lisboa): Os Tesouros Ocultos e Maltratados da Portugalidade





por João Aníbal Henriques

Situada num local com vista privilegiada sobre o Rio Tejo, no morro de Santo Amaro, em Alcântara com a Ponte Salazar no horizonte, a Capela de Santo Amaro é um dos mais interessantes e desconhecidos tesouros da Cidade de Lisboa.

Utilizando uma pouco usual estrutura circular, assentando num conjunto de pilares que dão forma a uma galilé semi-circular fechada por quarto portões monumentais em ferro forjado que serão provavelmente de época posterior, a capela integra uma interessantíssima colecção azulejar de gosto tardo-maneirista que acompanha um conjunto simbólico normalmente associado ao milagreiro Santo Amaro.

Construída em 1549, com projecto de Diogo de Torralva, possui ainda um importante conjunto de simbologia Templária, provavelmente remetendo para o carácter lendário que acompanhada a origem da santidade daquele local.

Esse facto vem reforçar de forma extraordinária a importância deste espaço que, embora esteja classificado oficialmente como Monumento Nacional desde 1910, apresenta inaceitáveis sinais de incúria e desleixo que contrastam de forma evidente com o seu enorme potencial turístico e cultural.