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segunda-feira

Ministro Pedro Mota Soares Abre Ano Académico da ALA - Academia de Letras e Artes




Decorreu na passada Sexta-feira a sessão solene de abertura do ano académico de 2013 da ALA – Academia de Letras e Artes.

A cerimónia deste ano serviu para homenagear o saudoso académico honorário Professor José Hermano Saraiva, falecido durante o Verão de ano transacto e assentou numa brilhante conferência proferida pelo académico Professor Doutor Carlos-Antero Ferreira que evocou, com o brilhantismo e sempre, a vida e a obra do homenageado.

Depois de uma breve alocução proferida pelo Presidente da ALA, Professor António de Sousa Lara a cerimónia seguiu com a intervenção de Sua Excelência o Ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Dr. Pedro Mota Soares, que falou sobre a importância das instituições sociais na História de Portugal e também no momento de grande dificuldade que actualmente atravessamos.

Por fim, o Vice-Presidente da ALA encerrou os trabalhos, marcando os 25 anos da ALA, agradecendo a participação do Ministro Mota Soares e o trabalho empenhado de todos os académicos que, de forma voluntária, têm tornado possível à instituição o cumprimento das suas obrigações estatutárias defendendo Portugal e a cultura Portuguesa. Foi ainda assinalada a inusitada ausência dos representantes das instituições oficiais de Cascais!

Veja AQUI a conferência do Professor Antero Ferreira sobre a vida e a obra do Professor José Hermano saraiva; AQUI a intervenção do Ministro Dr. Pedro Mota Soares; e AQUI o discurso de encerramento pelo Comendador Joaquim Baraona.


terça-feira

A Excelência Turística do Estoril





O Estoril, cadinho de memória e de memórias, misturando estórias com a História e sonhos de muitas gentes que por ali ousaram imaginar um local diferente, é largamente superior à coisa física que lhe dá forma e, dessa maneira, obriga a que quem quer que seja que o queira conhecer a perder-se nas emoções e na capacidade de o sentir, pois só dessa forma consegue aproximar o que dele apreende daquilo que ele efectivamente vai sendo. 

Esta premissa, tanto mais importante quanto sabemos que hoje a exigência associada ao turismo pressupõe que se conjuguem as emoções e as memórias com o lazer mais puro e o descanso que noutros tempos se buscava, torna-se numa das mais básicas condições para requalificar o turismo do Estoril, pois é ela que enquadra a oferta tradicional do Sol e do mar num pacote de férias mais amplo que, pelo seu carácter irrepetível, permite ao Estoril assumir-se como destino de excelência no Mundo actual. 


segunda-feira

Orçamento Participativo: O "Reality Show" de Cascais e uma Afronta à Democracia Séria e aos Cascalenses



Decorreu entre 20 de Setembro e 20 de Outubro mais uma edição da acção de propaganda “Orçamento Participativo” organizado pela Câmara Municipal de Cascais.

Com uma verba total de 2,1 milhões de Euros, retirados do orçamento municipal, na edição de 2012 estiveram a concurso 32 projectos abrangendo várias intervenções em diversos pontos do Concelho de Cascais.

Orçamento?...


Se analisarmos atentamente os moldes em que funciona este evento, depressa nos aperceberemos do autêntico logro que representa para os interesses de Cascais e dos Cascalenses.

Primeiro, porque a verba em questão é somente uma parcela ínfima e insignificante do orçamento municipal e, por isso, toda a propaganda instituída só serve para que a edilidade possa vir dizer, enganando os Cascalenses, que em Cascais “quem manda são eles!


Participativo?...


Mas o grande problema nem é esse. Como se de um reality show se tratasse, à laia de um Big Brother ou de uma Casa dos Segredos, o Orçamento Participativo resume-se a enorme show mediático feito à conta dos Cascalenses.

Senão vejamos: independentemente da pertinência, da qualidade ou da necessidade dos projectos em votação, ganha aquele que mais popular conseguir ser nas redes sociais e nas autênticas encanações mediáticas que acompanham a “apresentação” deste orçamento.

Na prática, isto significa um profundo desrespeito pela Autarquia, que delega em SMS’s a gestão do Concelho, e pelos munícipes Cascalenses, que vêem o dinheiro público que lhes pertence alienado ao sabor das mensagens telefónicas e da popularidade das caras associada a cada projecto.



Democracia?...


Por fim, basta olhar atentamente para a lista de projecto que foram a jogo este ano para perceber que estamos a tratar de obrigações primárias da autarquia.

Quando se fala em sinalização vertical, passagens de peões, construção de passeios, construção de passadiços nas escolas, etc. não estamos a falar de pequenas benesses que seriam teoricamente entregues aos projectos e aos munícipes mais populares.

O que isto significa é que, ao abrigo desta acção de propaganda, os vencedores deste ano vão ver a sua passadeira pintada, os sinais de trânsito colocados ou os passeios arranjados.

E os outros? Não?

Mas não pagamos nós os nossos impostos para que a Câmara Municipal de Cascais pinte as passadeiras, arranje os recintos escolares, coloque os sinais de trânsito, construa passeios, etc.? Não é para isso que temos uma das cargas fiscais mais elevadas da Europa?

Conclusão:


Num País em profunda convulsão social, com problemas gravíssimos e um orçamento impossível de reverter, em Cascais assiste-se placidamente aos laivos de propaganda que antecedem as autárquicas do próximo ano.

A propaganda, pouco séria, é mais uma machadada dada à democracia, enchendo de areia os olhos dos Cascalenses e um autêntico gozo popular, que só pode deixar profundamente indignados todos aqueles que desejam um futuro sério para esta terra.

Vejamos aqui a lista dos ditos projectos e analisemos da sua “pertinência”!


OP 01| Rotunda do Carrascal de Alvide

ACÇÃO: Remodelação do entroncamento que dá acesso ao Carrascal de Alvide

CONSTATAÇÃO: Não é obrigação da Câmara Municipal de Cascais proceder à IMEDIATA remodelação deste entroncamento de forma a garantir mobilidade aos Cascalenses?...
 
OP 02 | Oficina dos Saberes de Rana

ACÇÃO: Construção de espaço coberto e instalação de cozinha comunitária

CONSTATAÇÃO: Não é obrigação da Câmara Municipal de Cascais construir, apoiar e gerir estas obras sociais das quais depende o apoio aos mais desfavorecidos?...
 
OP 03 | Eco-intervenção na Escola Fernando Lopes Graça

ACÇÃO: Substituição da placa de fibrocimento no pátio da escola, construção de uma sede para a Associação de Estudantes e requalificação do espaço envolvente

CONSTATAÇÃO: Não é obrigação premente da autarquia retirar TODAS as placas de fibrocimento de TODAS as escolas do Concelho de Cascais até porque foi provado que têm efeitos nocivos na saúde das crianças Cascalenses?...

OP 04 | Passeios da rotunda da Abóboda até ao McDonald’s

ACÇÃO: Colocação e melhoramento dos pavimentos e passeios existentes

CONSTATAÇÃO: Não é obrigação da Câmara Municipal de Cascais construir TODOS os passeios que sejam necessários no Concelho de Cascais e zelar pela conservação e manutenção dos que já existem?...

OP 05 | Travessia pedonal junto à paragem dos autocarros da Escola Frei Gonçalo de Azevedo

ACÇÃO: Repintura de todas as passagens pedonais e introdução de outros dispositivos que melhorem a segurança dos atravessamentos

CONSTATAÇÃO: A segurança dos atravessamentos?... Então não existe segurança e a Câmara Municipal de Cascais não resolve o problema? Mas não é para resolver de forma IMEDIATA estes problemas de segurança que pagamos os nossos impostos?...

OP 06 | Borboletário

ACÇÃO: Dinamização do espaço e envolvência Requalificação do borboletário e restauro do aqueduto, nora e tanques

CONSTATAÇÃO: É necessário fazer isto? É premente fazer isto? É importante que isto se faça em prol da qualidade de vida dos Cascalenses? Então sé é, porque razão é que a Câmara Municipal de Cascais não cumpre a sua obrigação e não faz?

OP 07 | Requalificação do largo da Igreja de Conceição da Abóboda

ACÇÃO: Requalificação do largo da igreja e áreas envolventes, arborização do local, parque infantil, melhoramento do pavimento e colocação de mobiliário urbano

CONSTATAÇÃO: É verdadeiramente devastador saber que a Câmara Municipal de Cascais só requalificará o Largo da Igreja, arborizará o local construirá um parque infantil e procederá aos melhoramentos no pavimento SE este projecto for popular! Então não é isto um repositório das obrigações da Câmara?...
 
OP 08 | Mountain Bike Skill Park no Parque Urbano do Outeiro da Vela

ACÇÃO: Criação de um equipamento desportivo intergeracional, essencialmente vocacionado para a prática de BTT (freeride e dirt jump), a implementar no futuro parque público do Outeiro da Vela.

CONSTATAÇÃO: Mas não é um anseio da população do Outeiro da Vela que eles esperam há quase 3 décadas a construção deste equipamento? Então porque é a Câmara não começa JÁ a fazê-lo?

OP 09 | Campo de jogos público - Bairro Alcaide

ACÇÃO: Construção de cobertura para espaço de recreio das escolas envolventes (jardim de infância, ensino básico, CRID e Escola Americana) e a população

CONSTATAÇÃO: É verdadeiramente absurdo imaginar que as crianças que frequentam estas escolas não terão direito a esta cobertura se este seu projecto não for suficientemente popular... Mas não é para que a Câmara faça isto que pagamos os nossos impostos?...
 
OP 10 | Requalificação da Estrada da Serra - Malveira da Serra

ACÇÃO: Implementação de passeios entre o Largo do Chafariz e a curva à saída da Malveira-da-Serra

CONSTATAÇÃO: Sujeitar a construção destes passeios, que são essenciais, a uma votação deste género é um profundo desrespeito pelas gentes da Malveira-da-serra. Nem merece comentários.
 
OP 11 | Reorganização do espaço público na Rua de Cascais

ACÇÃO: Malveira-da-Serra | Reorganização do estacionamento automóvel, criação de passeios, requalificação dos pavimentos e mobiliário urbano, incluindo sinalética e semaforização

CONSTATAÇÃO: Idem. Vergonhoso.
 
OP 12 | Espaço Comunitário - Bairro das Faceiras

ACÇÃO: Construção de espaço verde público, parque infantil, área de jogos informal e pequeno edifício de apoio às actividades da comunidade local

CONSTATAÇÃO: Um espaço verde público? Um Parque infantil? Uma área de jogos?... Não é isto parte integrante da requalificação da qualidade de vida dos Cascalenses? Como é possível que isto possa depender de uma votação por SMS?
 
OP 13 | Requalificação do Jardim Júlio Moreira com coreto

ACÇÃO: Requalificação do jardim: mobiliário urbano e coreto. Plantações, sistema de rega, pavimentos e tanque

CONSTATAÇÃO: Ficamos a saber que se este projecto não for o mais popular a população deste local vai continuar com o seu jardim degradado?
 
OP 14 | Criação de uma quinta comunitária na Quinta da Bela Vista

ACÇÃO: Aproveitamento de terreno de domínio público para implementação de hortas comunitárias

CONSTATAÇÃO: As hortas comunitárias não estavam no programa da maioria que actualmente governa a Câmara municipal de Cascais. Não foi isto que eles se comprometeram fazer? E agora, se este projecto não for popular, já não se faz? E atira-se a culpa para cima dos Cascalenses?...
 
OP 15 | Crianças Protegidas

ACÇÃO: Construção de telheiros para as escolas do 1º ciclo | E.B.1 do Agrupamento de Alapraia: Escola Básica de Bicesse e de Caparide

CONSTATAÇÃO: Ficamos a saber que as escolas de Alapraia, Bicesse e Caparide só terão os telheiros que precisam se conseguirem ser populares nesta acção de propaganda da Câmara Municipal de Cascais?...
 
OP 16 | Ludobiblioteca - JI-EB1 Bicesse

ACÇÃO: Criação de um edifício em open space em madeira, integrado no jardim público

CONSTATAÇÃO: Isto é necessário? E premente? É que se é tem mesmo de se fazer. E se não for, não deve ser feito mesmo que seja muito popular e ganhe muitos SMS's...

OP 17 | Parque Infantil em Cabeço de Mouro

ACÇÃO: Construção de um parque infantil em Cabeço de Mouro

CONSTATAÇÃO: Não existe requalificação do interior do Concelho de não forem construídas as infraestruturas que são essenciais para o efeito. Fazer depender o Bairro do Cabeço de Mouro de ter um parque infantil das votações tipo reality show como esta é um atentado à sua dignidade e aos seus direitos.
 
OP 18 | Dog Park - Parque Canino em São Pedro do Estoril

ACÇÃO: Criação de um espaço canino vedado; hortas comunitárias e criação de espaços verdes

CONSTATAÇÃO: Isto é necessário? E premente? É que se é tem mesmo de se fazer. E se não for, não deve ser feito mesmo que seja muito popular e ganhe muitos SMS's...

OP 19 | Requalificação da Quinta do Rato

ACÇÃO: Construção de um jardim com parque infantil coberto e implementação de hortas comunitárias

CONSTATAÇÃO: É vergonhoso que a requalificação deste espaço fique dependente da votação por SMS. É para fazer isto que pagamos à Câmara Municipal de Cascais através do Orçamento do Estado e dos impostos que pagamos diariamente.  

OP 20 | Requalificação do terreno junto à Rua Alexandre Herculano, Buzano de Cima

ACÇÃO: Criação de campo de jogos, parque infantil e relvado

CONSTATAÇÃO: Não existem palavras para explicar às populações do Buzano que não terão o seu campo de jogos porque não foram populares o suficiente...
 
OP 21 | Prolongamento da Rua Plácido de Abreu

ACÇÃO: acesso ao jardim do Buzano (parque infantil) - | Passeios, estacionamento, iluminação e sinalização

CONSTATAÇÃO: Estamos a tratar de obrigações primárias da Câmara. Com ou sem SMS's nós pagamos a quem lá está para fazer isto imediatamente!

OP 22 | Requalificação da SMUP - Sociedade Musical União Paredense

ACÇÃO: Requalificação do edifício da SMUP e do espaço polivalente dedicado às artes performativas

CONSTATAÇÃO: Quererá isto dizer que a SMUP está condenada a desaparecer no caso de não ser suficientemente popular?...
 
OP 23 | Formação de Escola de Música e outras artes

ACÇÃO: Promoção e aprendizagem das várias vertentes musicais

CONSTATAÇÃO: Isto é necessário? E premente? É que se é tem mesmo de se fazer. E se não for, não deve ser feito mesmo que seja muito popular e ganhe muitos SMS's...
 
OP 24 | Requalificação da antiga feira de Tires

ACÇÃO: Criação de um espaço verde de recreio, com parque infantil

CONSTATAÇÃO: Requalificar o Concelho, principalmente faixa do interior que apresenta maior discrepância em relação ao litoral, é uma obrigação primária da edilidade. É absurdo que que a Câmara Municipal só requalifique a antiga feira de Tires SE este projecto for popular!...
 
OP 25 | Reabertura de rua entre a Urbanização de Terras de Polima e Parque de São Domingos

ACÇÃO: A intervenção prevê ainda a substituição da iluminação do Parque

CONSTATAÇÃO: Sem palavras para descrever!...
 
OP 26 | Espaços lúdicos inclusivos

ACÇÃO: Malveira-da-Serra | Criação de espaço aberto à comunidade (ludoteca e biblioteca), para crianças e adolescentes dos 3 aos 18 anos, com resposta específica para crianças com necessidades educativas especiais dos 10 aos 18 anos de idade.

CONSTATAÇÃO: Ficamos a saber que as crianças com necessidades educativas especiais da Malveira-da-Serra só receberão o apoio a que têm direito se conseguirem ser suficientemente populares e tiverem a sorte de conseguir muitos SMS's...

OP 27 | Viva… O Paredão!

ACÇÃO: Requalificar os equipamentos existentes e instalar pequenas estruturas (quiosques) que permitam criar pólos de actividade

CONSTATAÇÃO: Só quem não conhece a vocação turística de Cascais e dos Estoris pode pôr a possibilidade de só requalificar o paredão SE os SMS's assim o disserem... É uma afronta dos últimos 120 anos de História de Cascais!

OP 28 | Arranjo do passeio da Rua Homem Cristo

ACÇÃO: Alargamento e recuperação do passeio existente, relocalização de postes de iluminação para o limite do passeio e rebaixamento de lancis nas travessias

CONSTATAÇÃO: É uma obrigação primária da Câmara Municipal de Cascais. Não é aceitável que não se proceda a este arranjo imediatamente.

OP 29 | Coreto wi-fi no Bosque dos Gaios

ACÇÃO: Construção de um coreto com sistema wi-fi para permitir ligação gratuita à internet e proporcionar actividades culturais

CONSTATAÇÃO: Isto é necessário? E premente? É que se é tem mesmo de se fazer. E se não for, não deve ser feito mesmo que seja muito popular e ganhe muitos SMS's...

OP 30 | Requalificação da Rua do Viveiro

ACÇÃO: Reorganização do estacionamento e implementação de sinalização

CONSTATAÇÃO: Esta é uma intervenção urgente e premente à qual os Monte Estorilenses têm direito há já muito tempo. Sujeitar a sua concretização à popularidade dos SMS's é uma afronta aos moradores.

OP 31 | Sinalização no Bairro da Assunção

ACÇÃO: Implementação de sinalização horizontal e vertical de modo a promover a circulação viária a uma velocidade mais baixa

CONSTATAÇÃO: Quase parece incrível este projecto! Nós pagamos à Câmara Municipal de Cascais para fazer isto JÁ e IMEDIATAMENTE!
 
OP 32 | Intervenção paisagística no Vale da Amoreira

ACÇÃO: Formalização dos caminhos, criação de zonas de contemplação

CONSTATAÇÃO: Não fazia esta acção parte integrante do projecto entregue e aceite pela Câmara Municipal de Cascais no ano 2000. A única coisa que não se percebe é como é que ainda não está feito!

quarta-feira

O Vale Encantado da Ribeira das Vinhas em Cascais



 
Numa iniciativa inédita, o Movimento SerCascais organizou no passado Domingo mais uma das suas visitas aos recantos encantados de Cascais. Acompanhado de cerca de três dezenas de Cascalenses, que seguiram de perto as explicações da líder do Movimento SerCascais, o grupo redescobriu mais um dos segredos bem guardados desta terra tão especial.

Num trajecto curto mas muito impactante, Isabel Magalhães mostrou a impressiva paisagem que acompanha o Vale da Ribeira das Vinhas, desde o Mercado de Cascais até à Ribeira das Vinhas, explicando detalhadamente os muitos pormenores do projecto de requalificação enviado atempadamente à Autarquia.





Assente no pressuposto que a intervenção a realizar na Ribeira das Vinhas deve assumir um carácter minimalista, reduzindo ao mínimo o investimento público e rentabilizando os muitos equipamentos que ali subsistem, o projecto do Movimento SerCascais passa pela recuperação do antigo caminho pedonal, integrando-o no património edificado que ali existe, nomeadamente as azenhas, os moinhos e as estruturas agrícolas; pela criação de uma rede de hortas urbanas para serem entregues à população mais idosa das redondezas; pelo fomento do uso turístico e cultural associado ao complexo das Grutas de Alvide; e pela recriação de vários trajectos pedonais, associados à participação das escolas, associações juvenis e grupos de escuteiros que assegurem um reforço da segurança e da mobilidade ao longo daquele espaço.

Numa segunda fase, integrando neste projecto os espaços associados ao Parque Urbano das Penhas da Marmeleira, o Vale do Zangão em Murches e a Quinta do Pisão, a recuperação do Vale da Ribeira das Vinhas integrará ainda um acesso directo de Cascais ao Parque Natural e à Serra de Sintra, nomeadamente através da gestão dos acessos que ligam a Vila à Barragem do Rio da Mula.

Concretizando o projecto assinado pelo Movimento SerCascais o Parque Natural vai entrar directamente na Vila de Cascais!










segunda-feira

Pedro Rocha dos Santos Eleito Presidente da GMIC





Pedro Rocha dos Santos, profissional de turismo e Director do Centro de Congressos do Estoril, foi eleito por unanimidade como Presidente do Capítulo Ibérico do GMIC – Green Meeting Industry Council, a primeira instituição global dedicada à indústria do turismo e dos eventos sustentados.

Neste acto, que reconhece o valor pessoal e profissional de Pedro Rocha dos Santos enquanto mentor e promotor de uma nova consciência ao nível daquela que é uma das áreas de actividade mais pujantes no Mundo actual, é também um prémio que recebe o Estoril enquanto destino sustentável de excelência, em linha com o trabalho que o novo Presidente e a sua equipa do Centro de Congressos do Estoril têm vindo a desenvolver.

Numa altura em que tantos e tão grandes desafios se colocam a Portugal e à Europa, é com entusiasmo que saudamos o Pedro Rocha dos Santos por este reconhecimento internacional e, sobretudo, pela sua coragem, determinação e empenho na defesa de um futuro para o Turismo do Estoril.

É desta forma, através da promoção de qualidade, que se dá continuidade do projecto Estoril e, em termos Nacionais, se criam as bases para que o País se possa reafirmar neste Planeta globalizado em que vivemos.

Ribeira das Vinhas - Uma Preciosidade Extraordinária de Cascais






Cascais tem potencialidades extraordinárias que poucos conhecem mas que são essenciais para garantirmos um futuro sustentado para esta nossa terra tão especial. O Vale da Ribeira das Vinhas, que é um braço do Parque Natural que entra dentro da Vila de Cascais, é uma dessas zonas excepcionais e que, com um impacto paisagistico, ambiental patrimonial, educativo e estrutural imenso, importa desde já conhecer e potenciar.

Quando em 1995 a Fundação Cascais propôs a criação de um eco-corredor utilizando o antigo caminho rural que dá serventia à ribeira, já tinha como preocupação a criação de uma zona de descompressão verde para a Vila e, sobretudo, a possibilidade de o fazer com um esforço financeiro mínimo para o erário público. Hoje, quando atravessamos esta crise tremenda que nos foi imposta pelos partidos, redobra de importância esta nossa proposta.

É urgente que o Vale da Ribeira das Vinhas, ligado a montante à Ribeira dos Marmeleiros e ao Rio da Mula, seja imediatamente intervencionado e colocado ao serviço da qualidade de vida dos Cascalenses. É um dos mais impactantes recantos de Cascais e, acima de tudo, é um reduto de qualidade de vida que não podemos dar-nos ao luxo de não aproveitar.




quarta-feira

História da Vila e do Concelho de Cascais





por João Aníbal Henriques

Com uma vasta história repleta de pequenos incidentes, Cascais é uma vila com um ambiente que nos envolve desde o momento em que nela entramos.

De uma maneira geral, tanto para os que dela são naturais como para os que nela somente residem, Cascais apresenta-se com um enorme potencial atractivo, e embora o presente seja uma constante no quotidiano de cada um, também o passado nos espreita por cana “vinte passos” que nela damos.

Temos vindo a utilizar com relativa frequência o nome de Cascais, embora este nome seja efectivamente recente. O seu topónimo originário, segundo algumas teses, remonta provavelmente à época romana, tendo por base termos latinos como Cascales ou Cascanes. Desde as mais elaboradas até àquelas que se rodeiam de uma espessa auréola de melancolia, espelhando de sobremaneira a tradição popular, muitas tem sido apresentadas ao longo dos últimos séculos da nossa História.



A título de exemplo, e porque é de facto aquela que até há poucos anos traduzia a forma de pensar dos pescadores desta pequena vila, vamos transcrever a do Dr. Pedro Lourenço de Seixas Barruncho, que na sua obra “Villa e Concelho de Cascaes”, publicada no ano de 1873 nos explica a origem deste topónimo da seguinte maneira: “Da origem do seu nome lemos em Bluteau, que a villa de Cascaes principiara haveria duzentos anos; que os primeiros que a habitaram foram pescadores de redes, os quais para as lançarem ao mar primeiro as mascaravam com folhas de aroeira, que se punham em molhos em tinas ou talhas grandes onde metiam as redes. Que se fora povoando a villa cada vez mais, e assim também as tinas e talhas, a que os pescadores chamavam casqueiros, parecendo que d’ahi vinha, por corrupção de vocábulo, o nome de Cascaes, originado no costume de perguntar uns aos outros – encascaste já?”

No entanto, mais verosímil, concreta e digna de consenso entre a generalidade dos historiadores que se dedicam ao estudo deste nosso concelho, parece ser a tese segundo a qual o topónimo de Cascais resultaria da evolução concreta de uma expressão amplamente Portuguesa: Cascal, ou seja, um local coberto de cascas ou conchas de marisco. Assim, o mprimeiro nome desta bonita vila terá sido o de “Aldeia dos Cascais”, o qual, por simplificação, se transformou em Cascais.

Encontra-se actualmente comprovada a estada em Cascais de um aglomerado humano desde o aparecimento do Homem, no Paleolítico. Existem disso vestígios estudados no Guincho e no Alto do Estoril, onde apareceram calhau rolados e utensílios datados desta época. No entanto, mais interessantes são as necrópoles do Poço Velho, Alapraia e São Pedro do Estoril, de onde se retirou um importante espólio ao nível da cerâmica campaniforme.

Desde o Século II a.C. que Cascais se encontra ocupado pelos romanos, e existem actualmente muitos vestígios dessa ocupação espalhados por todo o território municipal de Cascais.



Ao contrário do que até aqui se pensava, também a ocupação Árabe teve a sua importância no devir Histórico do Concelho. Para além dos topónimos que traduzem essa permanência, como Alcabideche, Alvide ou Alcoitão, de entre outros, existem também, e actualmente ainda em estudo, um cemitério e alguns silos de armazenagem de grão em Alcabideche.

Durante a Época Medieval, já seria Cascais uma aldeia com alguns recursos humanos, coadjuvados, como não podia deixar de ser, por uma vasta rede de potencialidades económicas baseadas na prática da pesca e da caça especializada, principalmente do Açor.



O Século XVII vai ser também um dos períodos mais prósperos para a vida deste pequeno município, assistindo à publicação por Frei Nicolau de Oliveira de um elogio político com vista a trazer para Portugal a corte dos Filipes, no “Livro das Grandezas de Lisboa” de 1620.



A estada de vários dos nossos ilustres monarcas em Cascais encontra-se comprovada desde D. Afonso Henriques, que segundo reza a lenda, descansou e tomou o seu repasto matinal à sombra de uma centenária palmeira que ainda em meados do Século XX existia na travessa com o mesmo nome.

D. Dinis e D. José dirigiram-se também aos meandros deste pequeno povoado, com o intuito, segundo dizem as lendas, de se banharem nas águas medicinais que são características da Praia da Poça, em São João do Estoril, e as de Santo António, na quinta com o mesmo nome a que Fausto Cardoso de Figueiredo, no início do Século passado, transformou numa das mais ilustres estâncias balneares da Europa, só comparada em qualidade com a “Cote d’Azur” Francesa.

Daí em diante, resta-nos salientar o proeminente papel que cascais vai desempenhar, quando foi escolhida para albergar a Corte durante os meses do final do Verão e do Outono, assistindo-se nessa época à inauguração da iluminação pública a gás, do telefone, do telégrafo e do comboio.



Acontecimento importante foi também a inauguração da luz eléctrica, levada a cabo como presente de aniversário do Príncipe Real, e que marcou um ponto fulcral na História recente de Portugal.

Passados estes anos dourados da sua História, Cascais é hoje a vila pacata que conhecemos, e que de uma maneira ou de outra, fazendo jus à sua essência cosmopolita, continua a atrair a atenção da generalidade da população Portuguesa e de milhares de estrangeiros que, sempre que podem, a utilizam como destino privilegiado de férias ou residência fixa.




segunda-feira

A Capela do Livramento




Situada estrategicamente no centro da povoação do Livramento, muito próximo das entradas principais de algumas das maiores e mais produtivas quintas do concelho de Cascais, a Capela do Livramento é uma construção do final do século XVIII, como acontece, mercê da grande destruição provocada pelo terramoto de 1755, com a quase totalidade dos edifícios de culto do território de Cascais.

Muito embora não seja possível determinar com exactidão a data da primitiva edificação, pode dizer-se com alguma certeza que ela seria, certamente, muito antiga. A manutenção das estruturas simbólicas e religiosas das populações proto-cascalense, bem como a continuidade verificada em quase todas as áreas durante os períodos mais conturbados de transformação política, permite supor um certo carácter sagrado a quase todos os terrenos hoje ocupados por templos de culto católico.

Esta situação, que à partida parece pressupor a existência de rituais comuns a todas estas diferentes religiões, fica a dever-se, no entanto, às características de adaptabilidade que acompanham a vida da cristandade desde os seus primeiros anos de existência. De facto, quando se fala em culto católico, fala-se também numa congregação geral de muitas expressões religiosas anteriores que, com o objectivo de homogeneizar a vivência espiritual das populações, preparando-as para uma melhor aceitação das novas ideologias, promoveu o encontro de culturas e formas de ser.

A Capela do Livramento, exemplo muito positivo da forma como o património pode espelhar os resquícios meio apagados do devir histórico, representa actualmente um ponto de união para as populações envolventes, demonstrando também, e até à exaustão, a importância que possui a existência de um núcleo histórico bem consolidado na manutenção e desenvolvimento das relações de vizinhança. Estas por sua vez, tendem a facilitar a dignificação da instituição familiar que, por seu turno, promove o arreigado apego ao meio e à terra, factor condicionante da melhoria da qualidade de vida das populações.

As linhas simples da fachada deste edifício, bem como a forma exemplar como se encontra preservado, tornam-no num pólo aglomerador da população envolvente, que ali se encontra, aos fins de tarde e durante o fim-de-semana, para trocar impressões sobre os problemas do quotidiano. As diferentes gerações, ao contrário do que acontece na grande maioria das povoações cascalenses, possui um meio físico importante onde se pode reunir e trocar experiências.

Do ponto de vista plástico e arquitectónico, são de salientar, no adro da Capela do Livramento, um cruzeiro datado de 1757, bem como um conjunto bem preservado de um poço com bomba manual, peça importante na memória colectiva do Livramento, e que foi utilizado até quase à actualidade como elemento distribuidor de água para todo aquele espaço.

A planta rectangular do interior, a capela-mor abóbada e a passagem em arco de volta perfeita entre a capela e a capela-mor, permitem definir com rigor as datas da construção do templo. O chão de pedra e a balaustrada de madeira do coro, criam um ambiente de requintada simplicidade, coadjuvado, como é óbvio, pela ambiência criada pelas pequenas janelas colocadas em longo de todo o corpo principal.

As imagens da Virgem com o Menino, bem como as figuras imponentes de São Sebastião e de São José, completam um espólio artístico que, embora pobre, dignifica, pela forma como está preservado, a memória colectiva do Livramento, e o património cultural do concelho de Cascais.

sexta-feira

O Mito da Incivilidade em Cascais






Numa recente viagem a Londres observei algo que por lá é normal, mas que visto com atenção nos oferece pistas importantes sobre a forma como se vai degradando a nossa Portugalidade. Os passeios da cidade, contrariamente ao que acontece em Portugal e principalmente em Cascais, não possuem pilaretes de protecção contra o estacionamento abusivo. E, ao longo dos muitos passeios pedestres que por ali dei, não encontrei um único carro estacionado fora do seu lugar.

Em Cascais passa-se exactamente o contrário. Em torno dos milhares de pilaretes de protecção instalados pela autarquia; em cima de passadeiras; nas entradas das casas; nos acessos aos serviços públicos; em volta dos monumentos históricos; em espaços reservados aos bombeiros e às ambulâncias; e nos passeios mais inesperados (mesmo quando por vezes existe estacionamento disponível a três ou quatro metros de distância), os carros amontoam-se, obrigando os peões a constantes incursões para o alcatrão da estrada para contornarem esses obstáculos.

Especialmente gravoso é o passeio situado em frente ao Tribunal de Cascais, junto à Papelaria Xandré, no Largo da Misericórdia, na Rua Tenente Valadim, no Largo do Prior ou mesmo nas ruelas apertadas do casco velho da vila…

Este fenómeno, transversal à sociedade portuguesa mas demasiadamente visível em Cascais, mostra bem como têm sido destruídos os valores principais que sempre orientaram a nossa sociedade, e como o sistema educativo que nos obrigam a ter está a apagar por completo todos os resquícios de cidadania e de civilidade que herdámos ao longo de 900 anos de História.

Já nem se pede que os cidadãos alarves que vivem desta maneira consigam pensar no seu semelhante e percebam que a sua forma de vida trás implicações graves à mobilidade dos demais. Isso seria pedir muito a uma sociedade assente nos muitos direitos consagrados numa lei que nada prevê em termos das consequentes responsabilidades de quem deles usufrui. Pede-se somente que pensem em si próprios, e que percebam que amanhã, por acidente, por doença ou por uma outra situação qualquer, serão eles quem terá mobilidade reduzida e precisará de circular em Cascais utilizando cadeira de rodas ou muletas.

Fica o desafio: pegue numa cadeira de rodas; coloque-se no lugar de um cidadão que se debata com este problema; e tente ir ao Tribunal de Cascais, à esquadra da PSP, à Santa Casa da Misericórdia, à Câmara Municipal, à estação ou a qualquer outro local da vila. É impossível faze-lo.

Não existindo educação, a resolução do problema exige a aplicação da força. Multas, coimas, reboques, bloqueadores, mão firme e penas pesadas para quem não tem a capacidade de respeitar os demais.

Se nas cidades civilizadas isso é possível, porque razão não conseguimos fazer isso em Cascais?








O Peso de uma Missa: Pormenores de Fé na Renovada Paróquia de Cascais





Numa época em que a degradação de princípios e valores se tornou num hábito, e em que o ter se impõe ao ser, são raros mas fundamentais os pequenos gestos, os projectos mais singelos e as ideias que incentivam a comunidade a sentir e a conhecer os mais arreigados princípios que a compõem.

E é isto mesmo que tem vindo a acontecer na Paróquia de Nossa Senhora da Assunção, em Cascais, desde a chegada do novo Prior. Desde que o Padre Nuno Coelho assumiu os destinos da Paróquia Cascalense, muitas têm sido as inovações e os projectos desenvolvidos, denotando uma pouco usual dedicação e um empenhamento único em prol da comunidade e das diversas instituições que trabalham na Vila.

Os resultados, já bem evidentes no quotidiano da Paróquia, passam por uma redobrada dinâmica comunitária em torno da Igreja e pelo aumento exponencial do número de fiéis que assistem à Missa e que dessa forma usufruem de um alimento espiritual que os fortalece no seu dia-a-dia.

Mas, mais importante ainda, tem sido a forma como o Padre Nuno tem conseguido chegar aos mais novos. Como não acontecia há já muitos anos, crianças e jovens acorrem à Igreja, encontrando ali a atenção, o carinho e o suporte existencial que lhes confere segurança nas decisões que os encaminharão no devir da vida.

Depois de um mês de Maio pleno de Baptismos e de Primeiras Comunhões, a Paróquia tomou a iniciativa de distribuir junto das crianças o livro "O Peso de uma Missa", da autoria de Josephine Nobisso e Katalín Szegedi.

Podiam tê-lo feito de forma simples, entregando a cada criança um exemplar do conto, o que já de si teria sido obra de extraordinário mérito; podiam tê-los enviado às catequistas que os entregariam posteriormente aos seus alunos, e isso seria motivo de aplauso…

Mas nada disso aconteceu. Foi o próprio Padre Nuno Coelho que, com dedicação extrema, assinou e dedicou cada exemplar, e se dirigiu à comunidade educativa para os entregar pessoalmente a cada criança.

Parece coisa simples e pouco significante. Mas não é. Ao proceder dessa forma, o Padre Nuno Coelho garantiu que para cada criança a Primeira Comunhão ficará para sempre associada a uma emoção e a uma memória. Garante ainda que recordarão até ao final dos seus dias a imagem do Pároco Cascalense, humilde no seu contacto com os Paroquianos. Assegura, o que é mais importante ainda, que o significado mais profundo daquele Sacramento perdurará para sempre no plano mais íntimo das almas deles…

A cada uma das crianças de Cascais o Padre Nuno dirigiu um “até já”… um “vemo-nos no Domingo”… num apelo de coração que não deixou ninguém indiferente…

Cascais precisava disto há já muito tempo!...