terça-feira

Cascais Activo – Viva 30: Novos Trilhos Pedestres nos Parques Municipais





Numa iniciativa que pretende marcar de forma permanente os diversos percursos e trilhos existentes nos muitos parques municipais, a Câmara Municipal de Cascais vai lançar o programa “Cascais Activo – Viva 30” que fomentará a actividade física no território e, simultaneamente, o usufruto das infra-estruturas e espaços verdes Cascalenses.

O lançamento do projecto vai acontecer ao longo deste ano em vários espaços verdes municipais através da realização de iniciativas de marcha que incluem aulas de aquecimento e alongamento e serão complementadas com uma animação de jogos tradicionais e alguns rastreios (índice de massa gorda e massa corporal).

A primeira marcha vai decorrer no Parque Marechal Carmona, em Cascais, no dia 22 de Maio; depois acontecerá no Parque da Alagoa, em Carcavelos, a 19 de Junho; no Bosque do Alto dos Gaios a 10 de Julho; no Parque de Outeiro de Polima a 2 de Outubro; o no Parque das Penhas da Marmeleira a 23 de Outubro. Todas estas iniciativas começam às 10h00 e terminam às 13h00.

Uma forma excelente de usufruir do que de melhor existe em Cascais!


O Beato Karol Wojtyla (1920-2005)





Seis anos depois da sua morte, depois de um processo inesperadamente célere, foi beatificado pela Igreja Romana Karol Wojtyla, mais conhecido por ter sido Papa com o nome de João Paulo II.

As razões que presidiram e que permitiram a rapidez do processo, prendem-se sobretudo com o grande peso público do antigo chefe da Igreja e, sobretudo, com o elo profundo de saudade que deixou na comunidade Católica em todo o Mundo. De facto, quer na sua vida anónima e comum de padre quer depois enquanto Papa João Paulo II, Karol Wojtyla viveu sempre de acordo com o lema que marcou em definitivo a sua existência e pontificado. Uma entrega total a Deus, desenvolvida sempre em estrita observação do Amor pelo próximo e com a particularidade de manter na esfera do privado a devoção muito marcante que sentia, aproximou-o de sobremaneira das pessoas que o rodeavam e também daqueles que o conheciam através dos media.

Os milagres que fundaram a decisão da beatificação, comprovados de forma inquestionável pelas instâncias própria são, no entanto, somente um dos pontos a reter em relação à homenagem que esta cerimónia representou.

Karol Wojtyla, nascido em 1920 e falecido em Roma em 2005, foi alguém que atravessou o Mundo numa época de mudança profunda. Talvez a época na qual as alterações a todos os níveis mais implicações tiveram no dia-a-dia das comunidades.

Mas, num laivo que somente a força da Fé pode explicar, conseguiu ele próprio recriar o Mundo onde viveu, contrariando tantas vezes a força inexorável de uma natureza humana mais preocupada com o Ter do que com o Ser, deixando marcas que transcendem o próprio movimento da mudança e que recentraram a vida do Homem nos parâmetros e nos caminhos que o conduzirão a Deus.

O apelo ao diálogo ecuménico e os actos de convicto arrependimento em relação a erros e omissões cometidos pela Igreja ao longo da História, bem como as visitas a países situados nas antípodas do seu Mundo, ou a capacidade de entender, discutir e apoiar causas e princípios que teoricamente lhe eram alheias, assumindo a sua posição de pai espiritual da Cristandade e, por extensão, da própria humanidade, conseguiram transcender o Mundo transcendente em que ele próprio viveu, e reformular a dinâmica de relacionamento entre os povos, as Nações e as religiões, recriando uma nova base de diálogo e entendimento que refundasse a humanidade.

Os milagres que tem feito, e que agora vão sendo conhecidos por todos os fiéis, são fundamentais no entendimento da sua santidade mas, o que verdadeiramente importa, agora que se inicia o processo obrigatoriamente lento, longo e controverso de canonização de alguém que está ainda presente no quotidiano de milhões de pessoas, é o milagre que representa a sua capacidade de mudar o Mundo e as coisas, mesmo numa época em que seria fácil descansar à sombra da velocidade estonteante que determina o devir da História.

sábado

Via Sacra Pascal na Paróquia de Nossa Senhora da Assunção em Cascais





Foram várias centenas os fiéis de Cascais que na noite de Sexta-feira Santa acompanharam a Via Sacra Organizada pela Paróquia de Cascais, pelos Escuteiros e pelos diversos Movimentos da Igreja.

Num exercício de grande profundidade simbólica e em moldes que há já muitos anos não se viam em Cascais, os paroquianos aderiram de uma forma extraordinária ao apelo do Padre Nuno Coelho, Prior de Cascais, dando mote a um momento de grande e fecunda partilha de Fé através das ruas da Vila.

Preparando desta forma o Domingo de Páscoa, e adivinhando desde logo a plenitude da Ressurreição de Jesus Cristo, Cascais deu uma vez mais provas da importância que a Igreja e os diversos movimentos paroquiais que dela dependem têm no fomento de uma vida onde os valores humanistas e Cristãos assumem um papel preponderante no dia-a-dia da comunidade.






sexta-feira

Luís Athouguia Representa Portugal em Albacete





O pintor Luís Athouguia, membro da Direcção da ALA – Academia de Letras e Artes, vai representar Portugal na conceituada exposição “A Que Chamamos Paz”, que se realizará no Museu de Albacete em Espanha.

Esta importante mostra, organizada pelo Grupo Internacional de Artistas Colectivo Cillero, pretende inter-relacionar diversas disciplinas artísticas representadas por criadores de nacionalidades distintas à volta do conceito da arte e no âmbito da Paz. Representa plasticamente um conceito pelo qual se concretiza uma realidade comum, próxima de todos e cada um dos artistas, com a convicção de que as suas acções criadoras proporcionam uma reflexão sobre o tema que se manifesta nas suas obras.

O Colectivo Cillero, conta com 12 anos de actividade artística. É formado actualmente por artistas de Espanha, Holanda, Itália, Alemanha, Portugal, Croácia e França. Os seus membros, além de cidadãos residentes na Europa, identificam-se plenamente com o que este continente representou e representa no terreno da cultura e da arte para todo o mundo. Realizaram recentemente exposições em Madrid, Toledo e Hellin, Espanha, em Baignes, França, na Covilhã e Sintra, em Portugal, em Bad Neustadt, Alemanha, e manifestam-se agora em Albacete e terminarão o ano com uma exposição na prestigiada Fundação FRAX em Alicante.

Assumindo-se como uma comunidade de valores, o Colectivo Cillero apela à prática da tolerância, da participação e da solidariedade. Frente aos argumentos do poder e das armas para impor a paz, consideram que a responsabilidade do comportamento de cada cidadão como indivíduo livre e soberano capacitado para desenvolver o seu próprio critério, dentro do respeito pela sociedade, e entendem que o verdadeiro projecto de construção da paz não pode sustentar-se sem a assumpção pessoal de valores, o que não é socialmente possível sem uma cultura e uma educação cimentada na solidariedade para construir relações de utilidade e justiça entre os cidadãos.

Ao representar Portugal neste certame, Luís Athouguia transporta consigo os valores primordiais da Portugalidade, reforçando o papel que o nosso País pode e deve representar na recriação de uma Europa baseada naqueles que são os princípios essenciais de respeito pela diferença e de apelo à liberdade.



quinta-feira

Câmara Municipal de Cascais Suspendeu Plano de Pormenor do Hotel Miramar no Monte Estoril





Numa iniciativa inédita na vida política Cascalense dos últimos anos, o Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, anunciou a suspensão do Plano de Pormenor para o Hotel Miramar, no Monte Estoril, de forma a ouvir os moradores do local e a integrar as suas opiniões no projecto de recuperação a realizar naquele espaço.

Com esta decisão a Câmara Municipal de Cascais contribui para a preservação da Identidade Municipal, valorizando a participação cívica e fomentando a verdadeira representatividade democrática.

Em termos práticos, os Monte Estorilenses pretendem a reconstrução do centenário hotel que ardeu durante o Verão de 1975, mantendo as principais linhas orientadoras da sua identidade e preservando uma volumetria e dimensão que seja adequada ao espaço em questão e à vocação turística de qualidade que todos desejam para o Concelho de Cascais.

A suspensão deste Plano de Pormenor da autoria de Gonçalo Byrne, também autor dos muitos constatados edifício Estoril-Sol e Plano de Pormenor da Cava do Viriato, em Viseu, vem garantir a requalificação do núcleo histórico do Monte Estoril e, a médio prazo, valorizará também o investimento que o promotor efectuou naquele imóvel através do up-grade urbanístico que se verificará no local.

Em declarações à Antena 1 e em resposta à conferência promovida pela Associação de Moradores do Monte Estoril (AMME), o edil Carlos Carreiras refere que está convencido que será possível encontrar uma solução que garanta a recuperação urbanística da envolvência em sintonia com a vontade expressa pelos moradores.

Bem esteve a Associação da Moradores do Monte Estoril, pela forma sentida e fundamentada como lidou com o problema, mas também o novo Presidente da Câmara Municipal de Cascais que, com esta sua decisão histórica, vem criar espaço para que se desenvolvam projectos que salvaguardem as memórias de Cascais e a qualidade de vida das futuras gerações de Cascalenses.

quarta-feira

Associação de Moradores Quer Salvar o Monte Estoril e o Antigo Hotel Miramar





O Movimento S.O.S. Monte Estoril, pela voz dos responsáveis pela Associação de Moradores do Monte Estoril (AMME), foi ontem oficialmente apresentado à comunicação social e tornou público um abaixo-assinado dirigido à Câmara Municipal de Cascais, à Assembleia Municipal de Cascais e à Sociedade Estoril-Sol, solicitando à autarquia o arquivamento do “Plano de Pormenor para a Reestruturação Urbanística do Terreno do Hotel Miramar”, mandado elaborar por aquela sociedade, e entretanto já com o parecer positivo da Câmara Municipal de Cascais; o qual, a ser executado irá destruir definitivamente o Monte Estoril.

Este Movimento de contestação, do qual faz parte igualmente o Cidadania CSC, entre outros movimentos e associações, conta já com a adesão de muitos cidadãos preocupados com o que poderá efectivamente acontecer no coração do Monte Estoril, nomeadamente Marcelo Rebelo de Sousa (1º subscritor do abaixo-assinado), Raquel Henriques da Silva (2º), André Gonçalves Pereira (3º), Carlos Pimenta (4º), Eugénio Sequeira (5º), Daniel Proença de Carvalho (6º), Rita Ferro (7º), João Carlos Espada (8º), Isabel Magalhães (9º), Pedro Feist (10º), Filipe Soares Franco (11º), Alípio Dias (12º), Manuel Pinto Barbosa (13º) entre muitos outros.

Para cumprir cabalmente este seu desiderato, a AMME apela à participação de todos neste abaixo-assinado que será essencial para a recolha dos apoios necessários à revisão deste inquietante projecto: http://www.gopetition.com/petition/43663.html

Vítor Adrião e os Mistérios Portugueses da Rota de Santiago





No próximo dia 5 de Maio, pelas 18 horas, a Editora Dinalivro em parceria com a Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos irá realizar na Sede desta Entidade a apresentação pública do livro Santiago de Compostela (Mistérios da Rota Portuguesa), de Vitor Manuel Adrião. Será um momento raro em que se falará de Portugalidade Espiritual e Tradição Hermética entrecruzadas nos fascínios e nos mistérios do caminho português para Santiago de Compostela, “espinha dorsal” da Espiritualidade Portuguesa que contagiou a restante continental.

Os caminhos da peregrinação a Santiago de Compostela foram a base principal da evolução social europeia pela interrelação espiritual, cultural e política das multivariadas culturas que neles se encontravam e acordavam peregrinar para o fim comum: o abraço da devoção ao Apóstolo de Cristo sobre o seu túmulo na capital da Galiza, acalentada pelas estrelas da estrada de Santiago.

De todos o mais antigo é o caminho português, onde aconteceu a lenda dourada de São Tiago Maior e sob a sua pessoa foi fundada a Igreja cristã com primaz em Braga, donde irradiou para toda a Península Ibérica. Os factos históricos, os acontecimentos maravilhosos, as lendas e cantigas do peregrino, os símbolos da peregrinação, o seu significado espiritual, muito hermético para poucos, só religioso para muitos, ambas as coisas para alguns, os lugares do caminho, os seus ícones e monumentos, são alguns dos tópicos abordados neste livro a apresentar exclusivamente dedicado aos mistérios da aparição, expansão e celebração da rota santiaguista portuguesa.

Itinerário religioso e cultural o caminho de Santiago de Compostela, onde não é feita distinção de raças, credos e não credos, em 1987 foi reconhecido pelo Conselho da Europa como “o primeiro itinerário cultural europeu”, cuja fama de tolerância e aceitação universal já corria pela Europa e o mundo no século XIII.

sexta-feira

ALA - Academia de Letras e Artes Inaugura VII Exposição Colectiva de Pintura







António Lara, Bernardino Gonçalves Moreira, Cristina Paiva Raposo, Dário Vidal, Fernando de Sousa Brito, Filipa Alberti, Filipa Pinto Basto, Luís Athouguia, Marcello de Moraes, Maria Raquel Henriques, Nela Vicente, Rolendis Solá Albuquerque, Teresa Capucho e Conde de Guedes são os artistas que participaram na VII Exposição Colectiva da ALA – Academia de Letras e Artes ontem inaugurada no Monte Estoril.

A mostra, assente numa abordagem eclética mas sentida aos principais valores estéticos que dão forma à Portugalidade, representa uma abordagem alternativa às linhas mestras que da cultura Portuguesa da actualidade.

Aberta ao público todos os dias das 15h00 às 18h00, a exposição estará patente até final deste mês de Abril, na Avenida da Castelhana, nº 13, no Monte Estoril.





terça-feira

A Portugalidade e o Interesse da Nação





Assumindo que o interesse da Nação não se esgota na democracia, e que o momento histórico verdadeiramente alvitrante em que vivemos exige uma postura determinada e determinante de todos os Portugueses para pôr fim ao estado de profunda e gravíssima crise em que vive o País, o Presidente da ALA – Professor António de Sousa Lara – abriu o ano académico apelando a todos os responsáveis pela academia para ultrapassarem o estado de neutralidade artificial e desinteressante a que se têm devotado os principais agentes culturais nacionais.

Enquanto Presidente da ALA, apela ao combate pela Portugalidade, sabendo de antemão que é importantíssimo pugnar pelos valores, princípios e memórias que são a essência do nosso País. Lutar contra os liquidadores da Pátria, ou seja, aqueles que pelos interesses que defendem acabam por deixar os interesses de Portugal e dos Portugueses para segundo plano é, para Sousa Lara, uma obrigação imperativa que resulta desta situação inédita em que nos encontramos. É preciso, através de acções concretas e projectos assentes nesses valores, que os agentes culturais condenem essas malfeitorias que têm vindo paulatinamente a aniquilar Portugal.

A ditadura das maiorias que vão ganhando eleições em momentos determinados da existência do País não pode, de acordo com o Presidente da ALA, sobrepor-se aos interesses reais da Nação. Esses, perenes e solidamente estruturados em muitos séculos de História, devem ser intocáveis.

O desafio da academia, juntando todos aqueles que amam Portugal, é desenterrar a Portugalidade. É redescobri-la e torná-la moderna. É, com isso, recuperar a Pátria. Sousa Lara explica que quando a Pátria é espezinhada como agora acontece, a Nação acorda, reage e revolta-se. Como nos mostra a História, e independentemente das vicissitudes conjunturais e eleitoralísticas, depois destes períodos de sofrimento e dor, a Nação renasce das cinzas…

Porque é fundamental garantir um futuro para Portugal.

Vídeo com a versão integral do discurso do Professor Doutor António de Sousa Lara em: http://youtu.be/RfCAAG_NpUc

Nesta cerimónia de abertura solene do ano académico de 2011/2012, tomaram posse como novos académicos da ALA – Academia de Letras e Artes: Aida de Sousa Dias, Bernardino Gonçalves Moreira, Matilde de Sousa Franco, Rodrigo Faria de Castro, Fernando de Sá Monteiro, Hermínio da Cunha Marques, Manuel Van Hoff Ribeiro e Nuno Borrego.





domingo

Novos Académicos da ALA - Academia de Letras e Artes Tomam Posse





Foi com a casa cheia e uma plateia repleta de gente ligada às artes e às letras que a ALA empossou os seus novos académicos. Numa cerimónia onde o simbolismo assume especial relevância, fomentando a Identidade Nacional e promovendo os valores tradicionais da Portugalidade, tomaram posse, na classe de Artes, Aida de Sousa Dias, Bernardino Gonçalves Moreira, Rodrigo Faria de Castro; e na classe de Letras, Matilde de Sousa Franco, Fernando Manuel Moreira de Sá Monteiro, Hermínio da Cunha Marques, Manuel Van Hoof Ribeiro, Nuno Borrego, e João Carlos Ferreira do Couto Sevivas. Na oração de sapiência proferida pelo Presidente da ALA – António de Sousa Lara – foi o Estado da Nação, com a crise a todos os níveis que vivemos, que marcou a sessão. Apelando aos valores, princípios e à História de Portugal, Sousa Lara não hesitou ao pedir que os Portugueses tomem em mãos os destinos de Portugal.







quinta-feira

Alexandre Soares dos Santos e o Dia Seguinte de Portugal





Alexandre Soares dos Santos, Presidente do Grupo Jerónimo Martins, esteve ontem à noite na Sic Notícias para comentar o pedido de resgate financeiro de Portugal anunciado pelo Primeiro-Ministro José Sócrates.

Sem alarmismos nem comiserações, e não escamoteando a verdade aos Portugueses, o empresário apresentou um discurso pleno de lucidez através do qual traçou um retrato transparente do estado em que se encontra Portugal, definindo também o conjunto de responsabilidades que trouxe o nosso País até à situação miserável em que hoje se encontra.

Quando questionado sobre o futuro de Portugal, Alexandre Soares dos Santos não hesitou um instante. Apelou ao rigor, à honestidade e à exigência, e definiu um conjunto de medidas concretas que conduzirão Portugal a uma profunda readaptação dos seus problemas macro-económicos, fomentando a produção, as exportações e, por conseguinte, a capacidade de produção de riqueza. Sublinhou ainda, marcando a diferença relativamente aos discursos políticos que enchem os órgãos de comunicação social Portugueses, que é fundamental que exista reconhecimento, demonstrando que num clima de verdade, os Portugueses estarão serenamente dispostos a contribuir para a resolução da crise, sabendo de antemão que os seus esforços serão recompensados mais tarde e não acabarão por transformar-se em meros contributos para o enriquecimento das clientelas que actualmente controlam o estado.

Alexandre Soares dos Santos não fala enquanto candidato nem tão pouco enquanto académico embrenhado em pesadas teorias que poucos têm a capacidade de entender. Fá-lo na primeira pessoa, utilizando a obra feita como paradigma do seu trabalho e daquilo que deveriam ser as linhas de rumo do futuro de Portugal.

Ao nosso País, mais do que as querelas estratégicas e entediantes em que os principais partidos políticos se embrulham para se livrarem do peso das decisões que lhes pagamos para tomarem defendendo Portugal e os Portugueses, interessa agora optar por uma de duas soluções: chegar ao próximo acto eleitoral e escolher um deles (dizem até que terão de se juntar quase todos para o efeito) para governar Portugal ao longo dos próximos anos, sabendo de antemão que independentemente de quem seja o escolhido, as linhas de rumo serão decretadas pela Alemanha e, no fim da legislatura, teremos novamente as clientelas e os interesses partidários à frente dos destinos de Portugal; ou aproveitar a oportunidade (porque crise significa oportunidade) para reformular o sistema e criar condições para que homens com a experiência, a visão, o discernimento, a convicção, o empenho, a frontalidade e o rigor de Alexandre Soares dos Santos possam pegar neste País e o reconduzir num caminho que o devolva aos Portugueses.

Quem governa Portugal deve representar os Portugueses e deve estar consciente de que o faz servindo o País e não servindo-se dele.

O ano de 2011, com a crise e o resgate ao qual nos conduziram é uma oportunidade de ouro para assumir condignamente os destinos de Portugal.

Porque Portugal vale mesmo a pena. Mesmo que eles continuem a dizer que não.

quarta-feira

O Resgate de Portugal





Aconteceu finalmente.

José Sócrates, depois de pressionado pelos bancos e pelas instâncias Europeias, foi obrigado a reconhecer o estado de caos completo e ruína eminente em que se encontra a república.

É estranho, depois de muitos meses em que a generalidade dos Portugueses tentou apelar ao bom senso e ao juízo do governo, que só agora, por imposição forçada vinda de fora, ele se tenha resignado a aceitar o veredicto final.

E não se pense, como ele tentou fazer crer, que o motivo que o impedia de avançar para a solução inevitável, que a sua preocupação era com a qualidade de vida dos Portugueses, que vão ser agora rude e duramente afectados pelas condições associadas ao resgate, nem tão pouco pelas consequências que este acto terá na imagem externa de Portugal.

Numa altura em que era imperativo que se assumisse a situação e se procurassem soluções eficazes que resolvessem os problemas, José Sócrates, o governo, a presidência da república e a generalidade dos partidos com assento parlamentar, estiveram entretidos a pensar e repensar estrategicamente as suas decisões de forma a garantirem que seriam pouco chamuscados nas suas pretensões eleitorais pelo estado a que Portugal chegou. Enganaram assim, em conjunto, os Portugueses.

Depois, desenvolvendo um exercício vil de profundo desrespeito por este País quase milenar, esqueceram-se que é a terceira vez que Portugal solicita um resgate idêntico. Fundado em 1143, quando a Europa estava envolvida nas trevas da medievalidade e num caos sem igual, nasceu um Portugal que se identificava pela forma como foi capaz de se organizar no velho continente. Depois foi preciso esperar oitocentos e trinta e três anos (833!!!) para que o governo de Portugal pedisse ajuda externa pela primeira vez. Logo depois, em meados dos anos oitenta, novo pedido e novo caos financeiro. Agora, em 2011, o terceiro pedido. Ou seja, em pouco mais de 35 anos, desde o 25 de Abril, houve três pedidos de resgate em Portugal. Três. Um por década. Três vezes em que Portugal não foi capaz de honrar os seus compromissos como aconteceu durante os 833 anos precedentes.

Está visto que o problema não está em Portugal nem nos Portugueses. Não está na crise internacional e no dito caos em que nos explicam que se encontra a Europa. O grande problema está no regime dito democrático em que nos colocaram que, pela terceira vez em três décadas, provou e comprovou que não é adequado aos interesses, às características e às necessidades de Portugal.

José Sócrates, com a desfaçatez que só ele consegue ter, ainda ousou mencionar no discurso em que anunciou o descalabro que a culpa para esta situação é dos partidos da oposição!... Disse que lhe chumbaram o PEC IV há quinze dias e que, por isso, Portugal soçobrou!... Como é possível dizer isto num canal público depois de seis anos à frente do governo! Dizer isto depois de um governo que teve maioria absoluta durante tantos anos! Dizer isto sem assumir a culpa pelas decisões escabrosas; pela incompetência total destes últimos seis anos; pelos esquemas e estórias mal explicadas em que envolveu o nosso País! Dizer isto, sem perceber que o problema é seu, e também dos restantes partidos que tomaram conta do País desde há 35 anos...

Agora é tempo de dificuldades. Mas também é tempo de transparência, rigor, frontalidade e honestidade. Portugal já não está habituado a isto, mas terá agora uma oportunidade única para se reformar e para reencontrar um caminho que lhe permita recuperar a dignidade dos primeiros 833 anos.

Porque Portugal vale a pena. Mesmo que eles digam que não.

Portugal à Rasca





Portugal está à rasca. A culpa não é do PS, do PSD, do CDS ou do PCP. É de todos. Conjuga, numa mesma partilha pelas decisões que "democraticamente" foram tomando desde 1974 um conjunto de culpas que minam transversalmente todo o sistema político Português. Portugal está à rasca devido à incapacidade que teve de encontrar formas alternativas de garantir a representatividade das pessoas. Portugal está à rasca, porque os partidos políticos que se governaram governando o País, num ímpeto de acirrado amor pelo poder, nunca consentiram que outras formas, vias ou caminhos fossem trilhados pelos Portugueses. Portugal está à rasca, à beira de um abismo demasiado profundo para que a queda não provoque uma dor terrível aos Portugueses, nitidamente encurralado entre a liberdade que dizem que temos e a ditadura de nos dizerem todos os dias que não existem alternativas de poder...






segunda-feira

Vítor Adrião e a Memória Espiritual da Ordem dos Cavaleiros Templários




Foi com casa completamente lotada que o investigador Vítor Manuel Adrião dissertou sabiamente em Colares sobre as memórias espirituais que a Ordem dos Cavaleiros Templários deixou na região de Sintra.

Abordando os vestígios que subsistem da passagem por terras Sintrianas desta importante ordem militar, Vítor Adrião explicou de forma aprofundada quais foram as implicações do pensamento Templário na definição da Identidade Nacional. Sintra, desde sempre considerada como terra especial, cresceu ao longo dos Séculos marcada pelo traço de um ecumenismo que inibiu os actos de guerra e a envolveram numa aura de paz que lhe concedeu o epíteto de vila sagrada. De facto, ao longo de mais de mil anos de História nunca em Sintra se derramou sangue, tendo as conquistas e reconquistas acontecido sempre através do verbo e este, pelo seu carácter divino, encantou em permanência quem procurou aquele lugar especial.

Num périplo demorado pelos cantos e recantos da Vila de Sintra e do seu termo, prolongando a apresentação com apontamentos sobre a encosta solar de Cascais, Vítor Adrião falou do Palácio da Vila, da Quinta da Penha Verde, do Convento dos Capuchos e da Peninha, sem esquecer uma abordagem assertiva e fundamental sobre os famosos e misteriosos subterrâneos templários, nomeadamente aqueles que, do Café Paris, ali mesmo no centro histórico, nos levam ao andar térreo do Palácio Real. Santa Eufémia, o mítico berço sincrético da Vila da Lua, foi também abordado pelo investigador que deu a todos os que assistiam uma importante explicação sobre o carácter bicéfalo do pensamento Sintriano, fundando nos arquétipos sagrados do devir local o alicerce ecuménico da espiritualidade Nacional.

Sintra, simultaneamente a Serra da Lua e terra sagrada onde vicejam as condicionantes oníricas naturais da condição humana, é cadinho de compreensão e sabedoria. Conjuga, numa amálgama que não determina credos ou cores, o pensamento global da raça humana, representando assim o próprio cerne do Quinto Império Espiritual, nele se concentrando as figuras do Pai e do Filho, e dele dependendo a evolução mítica da nossa sociedade em direcção à Idade do Espírito-Santo.

A Memória e a Espiritualidade da Ordem dos Templários em Sintra e em Colares é assim a reposição de quase toda a evolução da sociedade humana neste extremo Ocidental da Europa, confundindo saberes, culturas e crenças com a própria existência histórica de Portugal.

Mais um contributo essencial de Vítor Adrião para compreender a realidade Nacional e, assim, entender melhor os muitos desafios que se vão colocando a Portugal.



quinta-feira

Subversão e Guerra Fria uma Análise Prospectiva por António de Sousa Lara





"Subversão e Guerra Fria" é o título do mais recente livro de António de Sousa Lara, Professor catedrático do ISCSP e Presidente da Academia de Letras e Artes. Tratando de estabelecer uma actualização da teoria dos modelos de subversão contemporâneos e de analisar a história política da "Guerra Fria" (1945-1991), o livro identifica os principais fenómenos subversivos nela contidos.


terça-feira

Eleitos os Corpos Sociais da Associação de Pais Escola Nº1 de Cascais





Em Assembleia-Geral ocorrida recentemente, foram eleitos os corpos sociais da Associação de Pais da Escola Nº1 de Cascais (EB José Jorge Letria) para o biénio 2011-2012.

Marcado por um plano de actividades vasto e ambicioso, alicerçado na profunda convicção de que a escola pode e deve transformar-se numa referência a todos os níveis no panorama educativo Cascalense, o acto eleitoral atrás mencionado trás consigo um reforço da capacidade interventiva da escola que agora, para além da sua coordenação, do seu corpo docente e da equipa de auxiliares, contará também com o apoio permanente, inequívoco e incondicional do conjunto de pais e alunos que completam a comunidade educativa e certificam o modelo escolar que todos desejam para Cascais.

A Escola Nº1 de Cascais, que foi, durante muitas décadas o estabelecimento de ensino básico de referência naquele Concelho, passa agora a reunir as condições necessárias para reafirmar as suas potencialidades e para, dessa forma, voltar a assumir-se como modelo educativo ao nível do nosso País.

O resumo do projecto educativo, intitulado “Ao Pé de Ti”, está já publicado no website da Associação, e define de forma geral aquilo em que a nova gestão acredita, aquilo que deseja, e o que se propõe fazer pela Escola Nº1 de Cascais.

Para além disso, e no âmbito de uma parceria estabelecida com a Junta de Freguesia de Cascais, vai desde já proceder a obras de requalificação em várias componentes da escola, nomeadamente ao nível das instalações sanitárias, das coberturas e da criação das condições mínimas necessárias para a salvaguarda do acto educativo do qual depende o futuro dos filhos.

Com início previsto para a pausa lectiva da Páscoa, a intervenção vai dotar a Escola Nº1 de um conjunto de condições que, conjuntamente com o empenho dos pais, professores, direcção e funcionários, vai alterar por completo o devir educativo da Freguesia de Cascais.

Paralelamente, a Associação de Pais está a promover a visita à escola de diversas figuras importantes para o futuro da vila, estando em fase de agendamento visitas com o Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Vereadora do Pelouro da Educação e Directora do Departamento de Educação da Câmara Municipal de Cascais, o Presidente do Fórum para a Liberdade da Educação e o Presidente da Junta de Freguesia de Cascais.

Corpos Sociais

A Direcção

Tomás Castelo Branco
Filipe Lisboa
Sílvia Reimer
Ana Didier Tavares de Carvalho
Diogo Bigares

O Conselho Fiscal
Helena Lisboa
Pedro Barroso
Isabel Pereira

A Assembleia-Geral
João Aníbal Henriques
Miguel Tavares de Carvalho
Sónia Mesquita





Portugal Partido





Portugal atravessa um dos mais enegrecidos períodos da sua longa História. A crónica falta de produtividade, associada a interesses variados que sempre se sobrepõem aos interesses dos Portugueses, tem vindo a transformar Portugal num País sem rumo e sem futuro, hipotecando paulatinamente todos os valores e potencialidades que herdámos dos nossos avós.

Contrariamente ao que aconteceu noutras ocasiões, quando a crise impôs dificuldades aos Portugueses, desta vez nenhum dos nossos actores políticos é particularmente responsável pela situação. Todos sabemos, infelizmente, que fosse quem fosse que estivesse no governo, Portugal estaria de igual modo na situação terrível que agora é obrigado a enfrentar. E sabemos também, para desgraça dos Portugueses, que as responsabilidades pelo caos que actualmente vivemos são partilhadas transversalmente por quase todos aqueles que se movem nos corredores do poder.

Por isso, determinar quem foi incompetente e castigá-lo pelos seus actos e omissões, é exercício vão neste início de Século. Seria necessário castigar por igual todos os partidos, coligações, líderes e oposições que dirimiram argumentos e discussões ao longo dos últimos trinta anos. Todos eles, sem excepção, contribuíram para o caos actual colocando os interesses dos seus partidos à frente dos interesses de Portugal.

Hoje, quando enfrentar a crise e perspectivar o futuro é o único caminho possível para este País depauperado, debatemo-nos ainda com um problema adicional. É que os partidos que prefiguram os caminhos possíveis para o futuro imediato, continuam no seu exercício vil de jogar os jogos do poder, fundamentando e recalcitrando as suas posições com o intuito natural de conquistar as cadeiras de onde se manda em Portugal, mas continuam (todos) sem dizer aos Portugueses o que vão fazer para resolver a crise que nos afecta.

Será que não sabem? Será que não existem soluções efectivas para retirar Portugal deste poço sem fundo? Será que não querem? Será que têm consciência de que já não somos soberanos para decidir o nosso futuro e que, independentemente de quem vier a governar Portugal nos próximos tempos, as medidas, as decisões e o futuro dos Portugueses já estão decididas por parte dos estrangeiros nas mãos de quem entregaram o País?

Portugal está partido. Está partido e repartido entre os partidos com assento parlamentar. Partido na sua essência, na sua soberania, na sua capacidade de pensar e de decidir o futuro.

Precisamos agora, para que as futuras gerações possam deixar de estar à rasca e possam aspirar a crescer e tomar o pulso deste País excepcional, de assumir que a solução está fora do sistema partidário.

Queremos justiça, firmeza, ordem e estabilidade para Portugal. Queremos que à frente do país estejam aqueles que, arredados da política por serem incapazes de responder aos interesses dos partidos antes de salvarem Portugal, sabem o que fazer e como fazer para restaurar a nossa Nação.

Queremos estar inteiros. Sem partidos.