No dia 10 de Junho de 1980, por
iniciativa do saudoso Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Rosa,
foi inaugurado o novo Largo Camões e a estátua do poeta. A cerimónia, que
contou a presença de todas as entidades e instituições municipais, foi
literalmente engolida por milhares de Cascalenses que encheram este novo espaço
urbano da Vila de Cascais. Antes das obras de reconversão, o actual Largo
Camões era um espaço sombrio e pouco atractivo que funcionava como
estacionamento automóvel. E a estátua, ali colocada provisoriamente até ser
possível adquirir um exemplar condigno, é um molde feito em pedra-sabão
encontrada por Benjamim de Quaresma Diniz nas arrecadações do Mosteiro dos
Jerónimos e cedida a Cascais para este efeito. À frente do cortejo popular que
calcorreou as ruas de Cascais em homenagem ao poeta-maior da Portugalidade,
seguiam os alunos das escolas primárias do concelho, encabeçado por Miguel
Mesquita Portugal e João Aníbal Henriques, alunos da Professora Primária
Eglantina Ventinhas que, tendo ganho o concurso do mais bonito estandarte do
cortejo, tiveram a honra de descerrar com Carlos Rosa o novo e mais emblemático
monumento da Vila de Cascais.
Blog sobre Portugal, os Portugueses, a sua História, e a realidade política, económica, cultural e social Nacional.
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sexta-feira
A Inauguração do Largo e da Estátua de Camões em Cascais
quarta-feira
A Moura Salúquia do Alentejo
por João Aníbal Henriques
As memórias da Cidade de Moura,
no Alentejo, guardam consigo o ensejo antigo da beleza e da formosura da
Princesa Salúquia, filha de Abu-Hassan e noiva eterna de Bráfama, alcaide de
Aroche.
Aos seus pés, perdido algures na
brancura singela da planície, sob um manto de restolho inchado pelas águas
úberes deste Outono ameno, está o tesouro antigo que os tempos fizeram questão
de olvidar.
Quando Moura se chamava ainda
Al-Manijah, Salúquia estava apaixonada por Bráfama e aguardava nervosamente no
cimo da torre de menagem do castelo a chegada do seu noivo. Mas, ao contrário
daquilo que deveria ter sido, os exércitos mouros foram derrotados numa breve
peleja pelos audazes seguidores de Dom Afonso Henriques. E a princesa,
puríssima e com o colo alvíssimo preparado para receber o seu amado, assiste
perplexa à entrada encapuçada dos cristãos no recinto amuralhado onde o seu pai
a havia deixado à guarda dos seus mais sérios soldados.
Consciente do carácter sórdido
dos maus-tratos que a esperavam assim que os invasores subissem ao castelo e
ciente da morte prematura de Bráfama e do seu pai, Salúquia prescindiu da vida
e atirou-se do cimo da torre de menagem para o chão duro do castelo.
Morreu. Levando consigo o tesouro
de virtude que a acompanhava e a paixão que lhe enchia a alma.
Salúquia está hoje presente no
Brasão de Moura, deitada eternamente aos pés da cidade onde nasceu, onde viveu
e onde se entregou de corpo e alma ao seu destino. Com ela seguem os sons ocos
de uma vida radicalmente diferente daquela que hoje temos e simultaneamente
igual ao devir que ainda agora constrange o dia-a-dia de todos os Portugueses.
Decidiu morrer ao invés de se
entregar nas mãos dos Cristãos recém-chegados, impedindo-os de deleitosamente
gozarem os prazeres intocados da sua imaculada existência. Mas fê-lo às mãos daqueles
que a tornaram imortal, entregando-lhe muitas centúrias de vidas e sucessivas
gerações de Portugueses.
Dizem que ainda hoje Salúquia
circula por ali. Não já no corpo que entregou por amor, mas com o espírito que
continua a guardar o seu segredo.
E nas manhãs de nevoeiro, quando
toda a paisagem se cobre com a película diáfana do mistério, não são poucos
aqueles que a conseguem discernir, com os seus olhos fixos no horizonte, numa
espera eterna pelo amor que nunca há-de chegar a ser. Dizem também, sobretudo
aqueles que vêem com os olhos da sua própria alma, que Salúquia já não é uma
mulher, tendo assumido um corpo de cobra que deambula sinistramente pelo meio
daqueles que a pressentem…
A cobra encantada de Moura. No Alentejo.
Pedro Silva: Uma Nova Cara para a Velha Vila de Cascais


Doze anos depois de ali ter entrado pela última vez, ainda nos tempos da saudosa Presidente Eglantina Ventinhas, estive novamente na sede da Junta de Freguesia de Cascais para efectuar uma visita muito especial.
O convite, formulado de forma inesperada pelo Presidente Pedro Silva, era extensível a um passeio por tudo aquilo que foram os últimos oito anos daquele importante órgão autárquico.
Recordo-me bem, até porque participei directamente em alguns desses projectos, do carácter dinâmico e inovador do mandato autárquico da antiga professora e de ter pensado, na última vez que ali estive com ela, como deveria ser difícil conseguir inovar e até manter e consolidar, um projecto como aquele que, em laivos de grande motivação e muito empenhamento, havia alterado por completo a face de Cascais.
Agora, depois de um novo périplo pela freguesia acompanhado pelo actual presidente, é visível o esforço feito para manter, melhorar e incrementar ainda mais os projectos mais emblemáticos da Presidente Eglantina. Este facto, pouco comum em democracia, merece especial atenção porque, para além disso, Pedro Silva conseguiu desenvolver novas ideias, novos projectos e uma dinâmica muito própria ao seu trabalho.
Dos espaços verdes ao ambiente, com passagem eficaz pelo apoio social, pelo acompanhamento geriátrico, pela infância e pela toponímia que reforça os laços com a população local, muitas foram as áreas onde Pedro Silva conseguiu cumprir de forma extraorrinária os principais objectivos do seu mandato.
Doze anos depois, Cascais conseguiu atingir uma dupla vitória: consolidar o que de bom tinha sido feito, com um projecto fantástico que lhe trouxe nova alma e um espírito actualizado.
É com expectativa que, depois de tudo isto, esperamos para ver o que o futuro nos reserva!
O convite, formulado de forma inesperada pelo Presidente Pedro Silva, era extensível a um passeio por tudo aquilo que foram os últimos oito anos daquele importante órgão autárquico.
Recordo-me bem, até porque participei directamente em alguns desses projectos, do carácter dinâmico e inovador do mandato autárquico da antiga professora e de ter pensado, na última vez que ali estive com ela, como deveria ser difícil conseguir inovar e até manter e consolidar, um projecto como aquele que, em laivos de grande motivação e muito empenhamento, havia alterado por completo a face de Cascais.
Agora, depois de um novo périplo pela freguesia acompanhado pelo actual presidente, é visível o esforço feito para manter, melhorar e incrementar ainda mais os projectos mais emblemáticos da Presidente Eglantina. Este facto, pouco comum em democracia, merece especial atenção porque, para além disso, Pedro Silva conseguiu desenvolver novas ideias, novos projectos e uma dinâmica muito própria ao seu trabalho.
Dos espaços verdes ao ambiente, com passagem eficaz pelo apoio social, pelo acompanhamento geriátrico, pela infância e pela toponímia que reforça os laços com a população local, muitas foram as áreas onde Pedro Silva conseguiu cumprir de forma extraorrinária os principais objectivos do seu mandato.
Doze anos depois, Cascais conseguiu atingir uma dupla vitória: consolidar o que de bom tinha sido feito, com um projecto fantástico que lhe trouxe nova alma e um espírito actualizado.
É com expectativa que, depois de tudo isto, esperamos para ver o que o futuro nos reserva!




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